LOUISVILLE — JoCleta Wilson começou a estudar dança ainda criança, tornou-se dançarina profissional e continua usando o movimento como parte do dia a dia aos 101 anos. Para ela, colocar música para tocar e dançar em casa é uma forma de exercício que contribui para seu bem-estar.
Wilson também aprendeu piano sozinha aos 90 anos, depois de comprar o instrumento. Alguns anos mais tarde, chegou a se apresentar em um teatro local. A atividade musical se soma a outras formas que encontrou para estimular o cérebro e manter uma rotina criativa.
Trabalho como forma de convivência
Mesmo depois de ter se aposentado três vezes, Wilson voltou ao mercado de trabalho. Ela atua como caixa na Home Depot, em Louisville, Kentucky, durante duas manhãs por semana, das 6h às 10h.
A decisão de continuar trabalhando está ligada ao desejo de sair de casa, conversar e estar perto de outras pessoas. “Eu precisava sair de casa, voltar ao trabalho e ver o que estava acontecendo na sociedade. Eu me divirto muito”, afirmou Wilson.
Alimentação e equilíbrio
A centenária diz que cozinha em casa e procura não exagerar no consumo de açúcar. Ela mantém bolo de chocolate na geladeira e, de vez em quando, come um pedaço. A escolha, segundo Wilson, exige força de vontade, mas faz parte de uma alimentação que considera equilibrada.
“Eu me alimento bem. Não como muito fora. Cozinho em casa e gosto disso”, disse.
Menos preocupação na rotina
Wilson também tenta não se prender a problemas pequenos nem alimentar sentimentos negativos. Ela relaciona sua longevidade à teimosia, à determinação e ao bom senso, além da disposição para manter uma visão positiva.
Para a centenária, evitar a irritação ajuda a preservar energia e espaço para experiências boas. A convivência no trabalho, a dança, o piano, a alimentação feita em casa e a tentativa de pensar de maneira positiva formam os principais hábitos que ela mantém na rotina.







