Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Selic cai para 13,75% ao ano, e Copom mantém cautela sobre próximos cortes

Banco Central reduz a taxa básica de juros pela quinta vez seguida, mas afirma que novas decisões dependerão do comportamento da inflação.

Selic cai para 13,75% ao ano, e Copom mantém cautela sobre próximos cortes

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e representou o quinto corte consecutivo, todos de 0,25 ponto percentual. O comunicado do Banco Central não antecipou os próximos passos e reforçou a necessidade de cautela diante dos riscos para a inflação.

O ciclo de redução começou em março e acumula queda de 1,25 ponto percentual. Com o novo corte, os juros chegaram ao menor nível desde março de 2025, quando estavam em 13,25% ao ano. O Copom afirmou que o tamanho total do processo será definido conforme a chegada de novas informações e a necessidade de levar a inflação à meta de 3%.

A autoridade monetária também manteve a avaliação de que há maior probabilidade de o IPCA ficar acima do esperado do que abaixo. Entre os riscos citados estão a política fiscal doméstica, os efeitos do El Niño sobre a produção agrícola, os custos de energia, restrições na oferta de petróleo e a possibilidade de maior persistência da inflação de serviços.

Inflação e atividade econômica

O IPCA acumulado em 12 meses até agosto desacelerou para 4,22%, influenciado pela queda da conta de luz associada ao bônus de Itaipu. No cenário de referência do Copom, a estimativa de inflação subiu de 5,1% para 5,2% neste ano e de 3,8% para 3,9% em 2027. Para o primeiro trimestre de 2028, a projeção permaneceu em 3,2%.

As expectativas dos economistas para o IPCA de 2027 e 2028 estão em 4,3% e 3,8%, respectivamente, conforme o boletim Focus. O Copom afirmou que acompanha esse afastamento da meta porque ele influencia a formação de preços e aumenta o custo do processo de desinflação.

O comitê também identificou moderação gradual da atividade econômica, principalmente nos setores mais cíclicos, embora o mercado de trabalho continue aquecido. Dados do IBGE mostram que o PIB avançou 0,5% no segundo trimestre, depois de crescer 1,1% no primeiro trimestre. A desaceleração do consumo das famílias contribuiu para o resultado.

No cenário internacional, o Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4%. Com os movimentos opostos, a diferença entre as taxas de Brasil e Estados Unidos caiu para 9,75 pontos percentuais.

A próxima reunião do Copom ocorrerá nos dias 3 e 4 de novembro, após o resultado das eleições presidenciais. O Banco Central informou que seis das oito reuniões do ano tiveram quórum reduzido, com a ausência de dois diretores.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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