Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Escape de urina pode indicar necessidade de investigar a saúde pélvica

Ginecologista orienta buscar avaliação quando a perda se repete, limita treinos ou vem acompanhada de outros sintomas.

Escape de urina pode indicar necessidade de investigar a saúde pélvica

A decisão de reduzir ou abandonar exercícios por medo de perder urina é um sinal de que o quadro precisa ser avaliado, segundo o ginecologista Guilherme Henrique Santos, da Onne Clinic (RJ). A orientação vale especialmente quando os escapes se repetem, ficam mais intensos ou começam a atrapalhar a rotina.

A perda involuntária pode ocorrer durante atividades físicas, principalmente quando o exercício aumenta a pressão dentro do abdômen. Essa pressão chega à região pélvica, onde o assoalho pélvico ajuda a sustentar os órgãos e a manter a uretra fechada. Se a musculatura não responde de maneira adequada, pode haver escape, sem que isso indique necessariamente uma alteração importante na força muscular.

Quando procurar avaliação

O ginecologista afirma que é preciso diferenciar uma ocorrência frequente de algo que deva ser tratado como normal. A perda de urina durante o exercício é relativamente comum entre mulheres, mas não precisa ser vista como consequência inevitável da corrida, do envelhecimento ou da maternidade.

Além da recorrência e do aumento da intensidade, merecem atenção situações em que a pessoa passa a evitar exercícios, diminui o ritmo dos treinos ou deixa de fazer uma atividade de que gosta. Outros sintomas urinários associados também devem ser observados, assim como a dúvida sobre a existência de incontinência urinária de esforço.

Opções de tratamento

A conduta depende da causa, da intensidade dos sintomas e das características de cada mulher. A fisioterapia pélvica é uma das estratégias citadas pelo médico: o trabalho supervisionado busca desenvolver força, resistência, capacidade de contração e coordenação do assoalho pélvico.

O fortalecimento do core também pode contribuir para a estabilidade e a coordenação da região central do corpo durante os movimentos, sobretudo em atividades que elevam a pressão abdominal. Guilherme ainda menciona o uso do laser de CO₂ como parte da abordagem terapêutica.

Para o médico, o escape não deve ser motivo para interromper definitivamente a atividade física. Quando ocorre durante a corrida, por exemplo, indica a necessidade de investigar e tratar o quadro, e não simplesmente de parar de correr.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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