Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Copom reduz Selic para 13,75% e mantém próximos passos em aberto

Quinto corte seguido leva os juros básicos ao menor nível desde agosto de 2022, mas decisões futuras dependerão dos indicadores econômicos.

Copom reduz Selic para 13,75% e mantém próximos passos em aberto

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (16), foi o quinto corte consecutivo e era esperada por 97% dos agentes financeiros consultados.

A taxa voltou ao patamar de agosto de 2022, quando 13,75% era o teto do ciclo de alta. O nível permaneceu até agosto de 2023, quando o Copom cortou os juros para 13,25%. Desde janeiro, a Selic acumula queda de 1,25 ponto percentual no atual ciclo de “calibração”, como o Banco Central denomina o processo.

Inflação e atividade econômica

O comunicado do Copom apontou moderação gradual da atividade econômica, principalmente nos setores mais cíclicos. Os dados recentes também mostraram desaceleração da inflação cheia e da média das medidas secundárias, que ficaram abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, de 4,5%, embora ainda acima da meta de 3%.

A atividade econômica apresentou uma trajetória de desaceleração consistente no acumulado de 2026. Mesmo assim, os diretores avaliaram que o risco de alta da inflação continua maior que o risco de enfraquecimento da economia. Entre as preocupações estão o preço do petróleo, o fenômeno El Niño, a resistência dos preços dos serviços e possíveis efeitos do cenário externo sobre o câmbio.

O Copom não indicou se manterá o ritmo de cortes. O comitê afirmou que a magnitude total do ciclo será definida com base em novas informações, para buscar a convergência da inflação à meta. A política fiscal doméstica e seus efeitos sobre a política monetária e os ativos financeiros também continuarão sob acompanhamento.

A cotação do petróleo superou US$ 100 no mercado internacional, enquanto o El Niño pode afetar a oferta de alimentos. As eleições presidenciais também foram citadas como fator capaz de influenciar as expectativas do mercado para a economia.

Expectativas para os próximos meses

Em pesquisa do BTG Pactual com 70 participantes do mercado, 74% esperavam pelo menos mais um corte de 0,25 p.p. Apenas 23% projetavam a manutenção da Selic em 13,75% nos meses de novembro e dezembro.

A equipe de macroeconomia do BTG Pactual avaliou que uma pausa permitiria analisar os efeitos desses fatores sobre os preços. A Bradesco Asset, por outro lado, considerou que a influência dos eventos pode ser passageira e não alterar as projeções de inflação no horizonte de 18 meses usado pelo Copom.

Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, espera manutenção dos juros em novembro e dezembro. Ele citou a inflação acumulada em 12 meses acima da meta, em 4,22%, a alta dos juros nos Estados Unidos e as eleições como razões para uma pausa. Para Trevisan, os títulos pós-fixados continuam adequados ao cenário, enquanto prefixados e ações podem perder força se a Selic ficar estável.

A ASA interpretou o comunicado como compatível com novos cortes de 0,25 p.p. nas próximas duas reuniões do ano. Já José Áureo, sócio da Blue3 Investimentos, afirmou que os próximos dados de inflação e atividade serão decisivos e projetou volatilidade para a bolsa, o câmbio e os juros.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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