A credibilidade do ajuste fiscal será determinante para definir até onde a Selic poderá cair no Brasil, na avaliação de Roberto Padovani, economista-chefe do Banco BV. Para ele, ainda há espaço para reduzir os juros, mas uma taxa de um dígito depende da confiança na condução das contas públicas.
Padovani foi assessor do Ministério da Fazenda durante o Plano Real e discutiu a trajetória da Selic, os efeitos da inflação e a influência do cenário internacional sobre as próximas decisões. As eleições de 2026 também estão entre os fatores considerados na análise.
Reflexos sobre os mercados
A condução do ajuste fiscal e o processo eleitoral podem afetar diferentes mercados, como bolsa, dólar e juros brasileiros. Nesse cenário, a possibilidade de o país voltar a operar com juros abaixo de 10% está relacionada ao andamento das contas públicas.
A avaliação foi apresentada em conversa com Vinícius Pinheiro e Julia Wiltgen. Entre os temas abordados estiveram os próximos cortes, o limite para a queda da Selic e os efeitos que as eleições e o ajuste fiscal podem produzir sobre a economia brasileira.







