Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Nubank inicia operação nos EUA com conta remunerada e cartões com cashback

Banco mira desbancarizados, começa com cerca de 60 funcionários e aguarda licença completa para ampliar os produtos oferecidos.

Nubank inicia operação nos EUA com conta remunerada e cartões com cashback

O Nubank iniciou sua operação nos Estados Unidos com foco em um mercado potencial de 100 a 150 milhões de pessoas desbancarizadas ou com acesso limitado a serviços bancários. A instituição começa a atuar sob uma aprovação condicional do regulador, obtida em janeiro, enquanto espera a licença completa de banco nacional.

A estratégia não será restrita aos latino-americanos que já conhecem o Nubank. “Será um banco competitivo no mass market”, afirmou o CEO David Vélez após uma apresentação no Nu Stadium, transmitida em tempo real.

Produtos e concorrência

A operação americana inclui uma conta corrente remunerada, com rendimento real de 3,5% ao ano. Os depósitos ficam em um banco parceiro, o Lead Bank. Os clientes também terão cartões de débito e crédito com cashback de 1,5%.

Segundo Vélez, entre 60% e 70% dos depósitos bancários nos Estados Unidos não são remunerados. Depois da licença completa, produtos disponíveis no Brasil, como empréstimos pessoais, também deverão ser oferecidos no país.

O Nubank lançou ainda uma conta global com transferências gratuitas entre 35 países. A iniciativa coloca a instituição em concorrência direta com a Revolut, que obteve uma licença bancária provisória nos Estados Unidos neste mês. Um analista avaliou que o produto indica uma tentativa de posicionamento semelhante ao da concorrente.

A parceria com a Wise, responsável atualmente pelos cartões globais do Nubank, continua por enquanto. O plano é reunir os produtos em uma estrutura própria do banco por meio da conta global. Nela, depósitos em diferentes moedas são convertidos em dólares digitais ou euros digitais, stablecoins vinculadas ao dólar americano e ao euro, com rendimento diário de 3,50% ao ano e 2,20% ao ano, respectivamente. Para brasileiros, a conta estará disponível em breve.

Custos e plano de expansão

A operação começa com cerca de 60 funcionários. Cristina Junqueira, CEO do Nubank nos Estados Unidos, disse que a despesa por cliente deve ficar em aproximadamente US$ 1, contra uma média de US$ 20 dos grandes bancos locais.

A receita por cliente é projetada em dez vezes o valor obtido nos demais países onde o banco atua, devido ao câmbio e à maior renda per capita americana. Cristina afirmou que alcançar 10 milhões de clientes, equivalentes a 10% do mercado potencial, teria efeito semelhante a atingir 100 milhões de clientes no Brasil.

O plano prevê consumir em torno de 1 ponto percentual do índice de eficiência, cerca de US$ 250 milhões, para encontrar o ajuste adequado entre produto e mercado e então crescer.

Eduardo Rosman, do BTG, vê um mercado de crédito americano com potencial de lucro, mas destacou que a execução será decisiva. O Nubank também pretende avaliar necessidades em outros países e pode abrir bancos nessas regiões.

A operação não alterou significativamente a ação do Nubank, que subia 0,2% no fim do pregão. O banco vale US$ 73 bilhões na NYSE.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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