Contagem, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde

Alteração nos triglicerídeos leva Leonardo a suspender álcool

Exames recentes motivaram o cantor a ficar sem bebidas alcoólicas por um período de 30 dias, com acompanhamento médico.

Alteração nos triglicerídeos leva Leonardo a suspender álcool

O cantor sertanejo Leonardo interrompeu o consumo de bebidas alcoólicas após exames recentes apontarem uma alteração nos níveis de triglicerídeos. A informação foi divulgada por Poliana Rocha, mulher do artista, que afirmou que ele estava há mais de 20 dias sem beber. A assessoria de Leonardo confirmou a relação entre a mudança de hábito e os resultados dos exames.

A equipe que acompanha o cantor recomendou ajustes na alimentação e um período de 30 dias sem álcool. Depois disso, a orientação é realizar novos exames e passar por avaliação médica.

O que são os triglicerídeos

Os triglicerídeos são gorduras presentes no sangue e participam do armazenamento de energia. Quando a ingestão de calorias, açúcares e carboidratos supera a necessidade do organismo, parte desse excedente pode ser convertida em triglicerídeos e guardada no tecido adiposo, explica o cardiologista Leandro Rua Ribeiro, do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam - Ufes).

O álcool pode contribuir para a elevação dessas taxas. Conforme o cardiologista Tiago Cardoso Coelho, do Hospital Santa Rita, o fígado prioriza o processamento da bebida e reduz a queima de gordura, o que pode favorecer o aumento da produção de triglicerídeos. O consumo de álcool também pode estar relacionado a hipertensão, arritmias, doenças do fígado, pancreatite e maior risco de câncer.

Ter triglicerídeos no sangue é normal. A preocupação surge quando os níveis permanecem elevados, especialmente em conjunto com outros fatores de risco. Para adultos, considera-se normal uma concentração inferior a 150 mg/dL com jejum e abaixo de 175 mg/dL sem jejum.

Hábitos e acompanhamento

A médica Daniella Motta, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia no Espírito Santo (SBC-ES), recomenda mudanças na alimentação e a prática de atividades físicas para pessoas com alterações semelhantes. Entre as medidas estão reduzir açúcares adicionados, diminuir refrigerantes e sucos adoçados e evitar o excesso de doces e farinhas refinadas.

A atividade aeróbica pode ser feita por pelo menos 150 minutos semanais em intensidade moderada ou por 75 minutos em intensidade vigorosa, conforme as condições clínicas de cada pessoa. Essas estratégias, associadas à orientação profissional, ajudam no controle do colesterol e dos triglicerídeos.

Na maioria das vezes, a elevação não causa sintomas. Pessoas com excesso de peso, obesidade, diabetes, resistência à insulina, alimentação rica em açúcar e carboidratos refinados, consumo excessivo de álcool, sedentarismo ou alterações genéticas podem ter maior probabilidade de apresentar o problema.

Quando a concentração ultrapassa 500 mg/dL, cresce o risco de pancreatite. Dor abdominal intensa acompanhada de náuseas e vômitos exige avaliação. Exames de sangue periódicos ajudam a identificar alterações, e o médico pode indicar medicamentos conforme os níveis dos triglicerídeos e o risco cardiovascular.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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