Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Minas suspende contrato de R$ 237,6 milhões com entidade ligada a investigado

Parceria com a Renapsi foi assinada em março para inserir 10.000 estudantes no mercado de trabalho.

Entenda o contrato suspenso pelo governo de Minas com empresa ligada ao PCC

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), determinou a suspensão do contrato entre o governo estadual e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi). A decisão também interrompe qualquer pagamento à entidade, cujo fundador Adair Meira é investigado por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O acordo, assinado em março durante a gestão de Romeu Zema (Novo), tem valor de R$ 237,6 milhões e duração prevista de dois anos. A contratação foi feita pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social para executar o programa Evolução Jovem, destinado à inserção de 10.000 estudantes da rede estadual no mercado de trabalho.

Investigação e suspensão

Meira está preso em São Paulo sob suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo a fintech 4TBank, criada por um membro do PCC. A Polícia Civil afirma que o empresário é o “real dono” da Renapsi e que a entidade teria sido usada para pagar boletos da fintech. Parte dos valores, segundo as investigações, era transferida para empresas ligadas a Meira, enquanto outra parcela era entregue em espécie. Os recursos também teriam sido transportados por helicóptero.

A Renapsi declarou que não é alvo da investigação e que Meira não ocupa cargo de gestão nem mantém vínculo administrativo com a organização. A defesa do empresário afirmou que a prisão ocorreu em uma investigação ainda em andamento e que as acusações serão esclarecidas no processo. Também disse que ele não integra os quadros diretivos, administrativos ou operacionais da entidade.

O governo havia informado que o contrato seguiu os trâmites legais e que não existia impedimento para manter a parceria. Após a denúncia, o deputado estadual Professor Cleiton (PV) pediu ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) que investigassem o caso.

Em vídeo, Simões afirmou que a Controladoria-Geral do Estado (CGE) analisará o contrato. “Qualquer denúncia é para a gente motivo para interromper a prestação de serviço”, disse. O governador declarou ainda que o contrato não havia começado a operar.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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