Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Como usar adoçantes e o que observar antes de escolher

Nutricionista explica a Ingestão Diária Aceitável, os efeitos dos polióis e os principais itens do rótulo.

Como usar adoçantes e o que observar antes de escolher
Foto: Saulo Angelo/Getty Images

Adoçantes podem ajudar a reduzir o consumo de açúcar durante a adaptação do paladar, mas não devem ser usados para manter a preferência por sabores muito doces. O nutricionista Diego Righi recomenda diminuir gradualmente a doçura da alimentação e usar apenas a quantidade necessária.

A referência para avaliar a segurança do consumo é a Ingestão Diária Aceitável (IDA), calculada de acordo com o peso corporal. Esse limite indica uma quantidade que pode ser ingerida diariamente ao longo da vida sem risco apreciável à saúde, mas não representa uma meta de consumo.

Para o aspartame, o JECFA, comitê científico da FAO/OMS, mantém uma IDA de 0 a 40 mg/kg de peso corporal por dia. Em uma pessoa de 70 kg, isso corresponderia a até 2.800 mg/dia. Diego Righi ressalta, porém, que não há motivo para tentar chegar perto desse limite.

Qual escolher

Não existe um adoçante considerado universalmente mais saudável. Estévia, sucralose, aspartame, acessulfame-K e outros edulcorantes autorizados podem ser usados dentro dos limites estabelecidos. A decisão deve levar em conta a quantidade, a frequência, o sabor, a tolerância e o contexto individual, e não apenas a classificação como natural ou artificial.

Uma possibilidade para quem está reduzindo o açúcar é diminuir sua quantidade no café, usar pouco adoçante se necessário e, aos poucos, reduzir o consumo de ambos.

Produtos com polióis, como sorbitol, maltitol e xilitol, podem causar gases, distensão abdominal ou efeito laxativo quando ingeridos em maiores quantidades. Pessoas com fenilcetonúria devem evitar ou restringir o aspartame por causa da presença de fenilalanina.

Como ler o rótulo

A lista de ingredientes deve ser analisada, além de expressões como “zero açúcar”, “diet” e “com estévia”. Também é importante verificar os açúcares totais e adicionados, a quantidade por porção e por 100 g ou 100 ml, a presença de misturas de edulcorantes e o uso de maltodextrina ou dextrose como veículo em produtos em pó.

Pessoas com sensibilidade gastrointestinal devem prestar atenção aos polióis. Produtos com aspartame precisam informar a presença de fenilalanina, enquanto alguns itens com quantidades elevadas de polióis devem trazer alerta sobre possível efeito laxativo. O rótulo frontal também pode indicar alto teor de açúcares adicionados, gordura saturada ou sódio; por isso, um produto sem açúcar não é automaticamente nutricionalmente superior.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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