Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Como certos hábitos alimentares favorecem a glicação e afetam a pele

Açúcar, gordura trans, ultraprocessados e álcool podem contribuir para processos ligados ao envelhecimento quando consumidos em excesso.

Como certos hábitos alimentares favorecem a glicação e afetam a pele
Foto: Getty Images

A alimentação pode influenciar a velocidade com que aparecem sinais associados ao envelhecimento. De acordo com a nutricionista Juliana Andrade, o consumo excessivo de açúcar, gordura trans, alimentos ultraprocessados e álcool favorece processos que afetam a pele e o organismo.

Um dos mecanismos envolvidos é a glicação. Ela ocorre quando o açúcar circulante no sangue reage com proteínas como colágeno e elastina, responsáveis pela firmeza e pela elasticidade da pele. Dessa reação surgem os AGEs, produtos finais de glicação avançada.

“Quando essa reação acontece, são formados compostos chamados AGEs, sigla em inglês para produtos finais de glicação avançada”, explica Juliana Andrade.

O colágeno atingido por esses compostos se torna rígido e frágil, além de perder parte da capacidade de renovação. Com o tempo, isso pode se relacionar ao surgimento de rugas, flacidez e redução da elasticidade. A nutricionista compara o processo à caramelização do açúcar: depois que a reação ocorre, a estrutura original não retorna. A glicação se desenvolve gradualmente, ao longo de anos de alimentação, sem dor ou sinal imediato.

O açúcar refinado e o xarope de milho de alta frutose estão entre os principais promotores desse processo na dieta. Refrigerantes, sucos industrializados, biscoitos, bolos e sobremesas são fontes conhecidas. O açúcar presente em alimentos ultraprocessados salgados também participa desse quadro.

A gordura trans, encontrada em margarinas, salgadinhos, biscoitos recheados e fast-food, está associada a processos inflamatórios e a danos celulares. Já carnes processadas, como salsicha, presunto, bacon e mortadela, reúnem gordura saturada, sódio elevado, conservantes e preparo em altas temperaturas.

O álcool, quando consumido em excesso, pode provocar estresse oxidativo, desidratar os tecidos e prejudicar o sono, período em que o organismo realiza parte dos processos de reparo celular.

“Dietas ricas em ultraprocessados, gordura trans, açúcar e pobre em fibras e antioxidantes alimentam esse estado inflamatório crônico”, afirma Juliana. Segundo ela, a inflamação crônica está associada ao envelhecimento da pele e também ao envelhecimento biológico mais amplo, incluindo declínio cognitivo, rigidez arterial e maior vulnerabilidade a doenças atribuídas à idade.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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