A cachaça representa 86% do mercado de destilados consumidos no Brasil, de acordo com o Ministério de Agricultura e Agropecuária. A bebida também tem uma data comemorativa, celebrada no próximo domingo (13/9), e pode ser combinada com mais alimentos do que a tradicional caipirinha e a feijoada.
Para Isabela Diniz, professora de gastronomia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), a escolha depende das características da bebida. “Dependendo do perfil sensorial da bebida, ela harmoniza muito bem com queijos maturados, chocolates, frutos do mar e até sobremesas”, afirma.
As cachaças que não passam por envelhecimento em madeira têm perfil mais fresco. Por isso, podem acompanhar ostras, ceviches, peixes e outros frutos do mar.
Já as versões envelhecidas em madeira ganham sabores e aromas adicionais. A combinação pode ser feita com carnes assadas, queijos maturados, castanhas, frutas secas e chocolates. As cachaças envelhecidas em amburana costumam apresentar notas de baunilha e canela. As de carvalho remetem a mel e caramelo, enquanto as envelhecidas em bálsamo têm notas de ervas e especiarias.
A especialista também indica a combinação entre cachaça envelhecida em amburana e pudim. “As notas naturais da madeira criam uma conexão direta com os sabores do pudim”, diz Isabela. Para ela, as possibilidades mostram que a bebida pode ocupar espaço na gastronomia ao lado de destilados internacionais, com combinações sofisticadas e brasileiras.







