A queda da Selic para 13,75% ao ano levou o Sebrae a recomendar atenção ao crédito, às margens de lucro e ao planejamento de estoques pelas micro e pequenas empresas. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e representa a quinta redução consecutiva da taxa, em um movimento iniciado em março deste ano.
Entre as orientações está a revisão de políticas de crédito próprio, como fiado, parcelamento e carnê. Com a inadimplência em 7,6%, a recomendação é adotar critérios mais conservadores, principalmente para clientes com histórico de atraso ou alto comprometimento de renda. O Sebrae alerta que o risco de calote afeta diretamente o fluxo de caixa.
Estoque e margem de lucro
A deflação das últimas semanas reduziu custos de energia, alimentos e combustíveis. Nesse cenário, as empresas podem renegociar contratos com fornecedores e recompor margens sem necessariamente repassar preços ao consumidor final.
O Sebrae também sugere comunicar ofertas com mensagens como “preço justo” e “mais por menos”. A avaliação é que a queda dos preços pode favorecer a retomada de clientes que diminuíram o consumo durante os meses de pressão inflacionária.
Para Black Friday e Natal, a recomendação é planejar estoques de forma enxuta, considerando o consumo atual. O foco deve estar em produtos de alta rotatividade e margens mais atrativas, evitando excessos que reduzam o capital de giro.
Cenário econômico
A redução dos juros ocorre junto do recuo da inflação, da menor taxa de desemprego dos últimos 14 anos e do desempenho do PIB brasileiro, que ficou em 5º lugar entre as economias que mais cresceram no 2º trimestre no mundo. Segundo Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, juros menores podem ampliar a circulação de dinheiro, as vendas, a geração de empregos e a renda.







