Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Como planejar a compra do primeiro imóvel sem pressionar o orçamento

Avaliar entrada, custos extras, prazo e impacto das parcelas ajuda a reduzir o risco de aperto financeiro ao comprar o primeiro imóvel.

Como planejar a compra do primeiro imóvel sem pressionar o orçamento

A compra do primeiro imóvel exige uma avaliação detalhada da renda, das despesas e das condições do crédito antes da assinatura do financiamento. Além da prestação, o comprador precisa considerar custos da aquisição e gastos que continuarão depois da mudança.

O mercado imobiliário cresceu em 2026. No primeiro semestre, as vendas de imóveis novos subiram 5,4% na comparação com o mesmo período de 2025. Os financiamentos para aquisição pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) avançaram 12% e chegaram a R$ 67,2 bilhões. No segundo trimestre, as vendas na região Norte aumentaram 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Mesmo com o avanço, a orientação é analisar com cautela uma dívida que pode durar décadas. Para Cleomar Abreu, diretor regional do Sicredi Ouro Verde MT/PA, a decisão deve considerar a situação patrimonial do comprador, e não apenas as condições econômicas do momento. “O financiamento imobiliário é uma decisão de longo prazo”, afirmou.

Custos que vão além da prestação

A lista de despesas inclui escritura, registro, taxas cartoriais, avaliação do imóvel, seguros e mudança. Após a compra, o orçamento pode incorporar condomínio e IPTU, além de possíveis gastos com reforma, móveis e manutenção.

Antes de escolher o imóvel, o comprador deve reunir a renda mensal, as despesas fixas, outras dívidas e os planos para os próximos anos. A reserva de emergência também entra nessa análise. Usar todo o dinheiro disponível na entrada pode deixar a família sem recursos para lidar com imprevistos, aumentando a necessidade de novos empréstimos.

Comparação deve considerar o custo total

Simular cenários ajuda a verificar o peso real da prestação. A comparação deve incluir taxa de juros, prazo, valor da entrada e custo total do financiamento. O limite aprovado pelo banco não deve ser tratado como sinônimo de capacidade de pagamento: uma parcela autorizada pela instituição pode não se ajustar à realidade da família.

Para quem tem recursos para comprar à vista, a escolha pode envolver a comparação entre o custo do financiamento e o retorno de outras aplicações. Liquidez, expectativa de valorização do imóvel e possibilidade de obter renda com aluguel também fazem parte da análise. A decisão depende dos objetivos e da situação financeira de cada comprador.

Uso do FGTS

O FGTS pode ser utilizado em determinadas situações, desde que as regras vigentes sejam atendidas. O recurso pode compor a entrada ou reduzir o saldo devedor, conforme as condições aplicáveis.

As instituições financeiras oferecem modalidades diferentes de crédito imobiliário. No Sicredi, as condições divulgadas preveem financiamento de até 90% do valor do imóvel, prazo de até 420 meses e possibilidade de uso do FGTS, conforme as regras. Antes de contratar, é necessário comparar as opções e avaliar se a parcela continuará compatível com o orçamento diante de possíveis mudanças na renda e nas despesas.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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