Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Medo, dívidas e apostas influenciam a decisão de investir, aponta pesquisa

Levantamento da Planejar mostra que problemas do cotidiano orientam mais as buscas financeiras do que a procura por produtos de investimento.

Medo, dívidas e apostas influenciam a decisão de investir, aponta pesquisa

Medo, confusão, ansiedade, culpa e vergonha aparecem entre os fatores que afastam os brasileiros dos investimentos, de acordo com levantamento da Planejar elaborado pela Timelens. A pesquisa também mostra que as apostas online entram no orçamento de parte das pessoas que conseguem guardar dinheiro.

Foram analisadas 855 mil perguntas feitas na internet sobre investimentos relacionadas à confusão e outras 806 mil ligadas ao medo. O receio de perder dinheiro apareceu associado a 1,458 bilhão de buscas. Já a ansiedade financeira esteve presente em 2,202 bilhões de procuras.

A culpa foi tema de 332 mil pesquisas, enquanto a vergonha apareceu em 198 mil. Segundo o estudo, esses sentimentos dificultam tanto a decisão de investir quanto a busca por ajuda para organizar as finanças.

Dinheiro guardado e apostas

O levantamento indica que 33 em cada 100 brasileiros conseguem guardar algum dinheiro. Entre eles, somente 12 chegam a investir. Dos participantes que têm uma reserva, 17% disseram direcionar recursos para bets.

A busca por ganho rápido em períodos de necessidade foi apontada por 39% desse grupo como uma das razões para apostar. O entretenimento apareceu para 32% dos participantes.

Intitulada "O que a Faria Lima não vê", a pesquisa analisou 6,431 bilhões de perguntas indexadas no Google, 467 milhões de consultas únicas e 392 mil menções públicas em redes sociais feitas por 47,3 milhões de usuários únicos. O estudo também considerou pesquisas de mercado da Anbima e da B3.

Problemas do dia a dia vêm antes dos investimentos

A Planejar identificou que as pessoas não começam a buscar investimentos principalmente por curiosidade, desejo de aprender ou interesse em um produto financeiro. As perguntas costumam partir de situações concretas, como a necessidade de organizar uma reserva, resolver pendências, realizar projetos, proteger alguém ou planejar o futuro.

Segundo o levantamento, 76,1% das perguntas começam com situações cotidianas e objetivos de vida. Apenas 14,6% mencionam diretamente um produto financeiro. Isso representa 5,21 vezes mais perguntas iniciadas pelo contexto das famílias do que pela procura por uma aplicação específica.

"Ninguém acorda querendo comprar um CDB, um fundo ou uma carteira. O brasileiro quer sair do aperto, organizar uma reserva, realizar um projeto, proteger alguém ou construir um futuro", afirma a Planejar em relatório.

Mercado financeiro entra tarde

Instituições financeiras e assessores de investimento participam, em geral, da etapa final da jornada, quando o cliente já está escolhendo como aplicar o dinheiro. Cerca de 81,9% do tempo dessa trajetória está em fases que o mercado tradicional não atende, como compreender o problema, estruturar uma reserva e planejar objetivos.

Para Renato Dolci, diretor de Dados da Timelens e autor do estudo, a entrada tardia deixa de lado uma parte importante da conversa sobre a vida financeira do cliente.

As perguntas analisadas indicam conhecimento intermediário sobre o tema em 66% dos casos. Termos básicos aparecem em 29% das buscas, e a comunicação avançada, em 5%.

Dolci afirma que renda, idade, formação e patrimônio não garantem segurança para investir. Ana Leoni, CEO da Planejar, também aponta que a procura por ajuda para sair das dívidas é uma etapa inicial do planejamento financeiro.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5