Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Setor de saúde suplementar lucra R$ 12,1 bilhões no primeiro semestre

Receita das operadoras chegou a R$ 206,3 bilhões, enquanto 596 entidades tiveram resultado líquido positivo no período.

Setor de saúde suplementar lucra R$ 12,1 bilhões no primeiro semestre

O setor de saúde suplementar registrou lucro líquido de R$ 12,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, conforme dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta quarta-feira (16). O resultado ficou abaixo dos R$ 12,9 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

As receitas totais das operadoras somaram R$ 206,3 bilhões entre janeiro e junho. De acordo com a ANS, o lucro líquido representou aproximadamente 5,8% da receita total do período.

Os dados foram compilados a partir de informações prestadas à agência pelas operadoras reguladas. Entre essas entidades, 596, equivalentes a 76,2% do total, encerraram o primeiro semestre com resultado líquido positivo. A proporção foi a mesma observada no primeiro semestre de 2025.

Resultado das operadoras médico-hospitalares

As operadoras médico-hospitalares, principal segmento do setor, acumularam lucro líquido de R$ 10,9 bilhões no primeiro semestre. O resultado operacional agregado foi positivo em R$ 5,6 bilhões.

A sinistralidade, indicador relacionado ao desempenho operacional dessas empresas, ficou em 81,9% no primeiro semestre de 2026. Houve alta de 0,8 ponto porcentual em comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo a ANS, o índice foi influenciado por fatores atípicos, entre eles o reconhecimento de uma provisão técnica voluntária por uma das maiores operadoras do setor e o aporte de recursos pelo mantenedor de uma autogestão. A taxa de 81,9% indica que aproximadamente 81,9% das receitas de mensalidades foram destinadas ao pagamento de despesas assistenciais. Ainda conforme a agência, esse foi o segundo menor nível registrado desde 2020.

Nas operadoras exclusivamente odontológicas, a ANS registrou forte variação no patrimônio líquido e nos resultados por causa de uma reorganização societária envolvendo empresas de um grande grupo econômico do setor.

Com as taxas de juros elevadas, as aplicações financeiras das operadoras médico-hospitalares chegaram a R$ 142,4 bilhões ao fim de junho de 2026. O resultado financeiro do setor no segundo trimestre foi de R$ 7,5 bilhões, maior valor nominal da série histórica. A ANS informou que essas aplicações continuam contribuindo para a receita adicional e para o resultado líquido das operadoras.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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