Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Amil mantém controle atual após desistência de venda a fundos

Conselho de Administração informou aos funcionários que as conversas com Bain Capital e Advent foram encerradas sem mudança societária.

Amil mantém controle atual após desistência de venda a fundos

A Amil encerrou as conversas para uma possível venda da companhia aos fundos Bain Capital e Advent. O Conselho de Administração comunicou a decisão aos funcionários nesta quinta-feira (10) e afirmou que não haverá mudança societária.

A empresa continuará aberta a propostas de investimentos minoritários, desde que sejam preservados seus princípios e valores. “Continuamos abertos a propostas futuras de investimentos minoritários”, diz o comunicado assinado pelo conselho.

Negociação envolvia controle da operadora

Os fundos avaliavam uma oferta de aproximadamente R$ 17 bilhões por 100% da Amil. As tratativas duravam há pelo menos seis meses e foram discutidas novamente em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (10).

José Seripieri Júnior, que comprou a operadora da UnitedHealth Group, defendia continuar no controle e manter o modelo adotado desde a aquisição. A intenção inicial era vender aproximadamente 30% da empresa.

A proposta não foi aceita por Bain Capital e Advent. Os fundos planejavam colocar Irlau Machado no comando da companhia e repetir o formato aplicado na NotreDame Intermédica, depois fundida com a Hapvida. Também havia a possibilidade de uma futura listagem da Amil na B3.

Empresa ampliou base de segurados

A Amil foi comprada por Seripieri Júnior no final de 2023 por R$ 2 bilhões e tinha outros R$ 9 bilhões em contingências. Com esses valores, a transação costuma ser avaliada em R$ 11 bilhões.

A companhia passou a ganhar beneficiários mensalmente desde o ano passado. Os dados mais recentes indicam mais de 3,5 milhões de segurados, o que coloca a Amil como a terceira maior operadora do País, com faturamento aproximado de R$ 30 bilhões por ano.

No comunicado, a gestão afirmou que a empresa saiu de uma situação crítica para apresentar “excelentes resultados financeiros” em pouco mais de dois anos. Essa evolução teria atraído o interesse de grandes investidores, mas o processo de venda foi encerrado sem alteração na estrutura societária.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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