Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Projeto no Rio Grande do Sul une redução de metano e captura de CO₂

Acordo entre Google e Terradot prevê créditos climáticos em áreas de cultivo de arroz e pode ser ampliado para outras regiões.

Projeto no Rio Grande do Sul une redução de metano e captura de CO₂

Um projeto apoiado pelo Google pretende combinar duas frentes de ação climática em áreas de cultivo de arroz: a redução das emissões de metano e a retirada de dióxido de carbono da atmosfera. A iniciativa, desenvolvida pela Terradot, cobre mais de 200 mil hectares no estado e representa o maior projeto de intemperismo acelerado de rochas já realizado.

A técnica acelera um processo natural no qual determinadas rochas absorvem CO₂ da atmosfera. De forma separada, o projeto deverá produzir créditos ligados à redução de metano até 2030 e créditos de remoção de carbono até 2040. A previsão é alcançar 1 milhão de toneladas métricas na primeira categoria e 1 milhão de toneladas na segunda.

Randy Spock, diretor de remoção de carbono do Google, afirmou que a iniciativa é a primeira nessa escala a juntar a redução do metano com a remoção de carbono. A empresa espera que o modelo seja usado em projetos futuros.

O metano é considerado um gás de efeito estufa que aquece a atmosfera mais rapidamente que o dióxido de carbono. Mesmo com a necessidade de reduzir esse tipo de emissão, a remoção de CO₂ continua sendo apontada como necessária para lidar com emissões acumuladas ao longo de séculos. “Precisamos fazer as duas coisas”, disse Spock.

Possível expansão

As empresas afirmam que o modelo poderá ser levado aos 1,5 milhão de hectares de arrozais do Brasil e reproduzido em regiões produtoras de arroz da Índia e do Vietnã. A Terradot planeja iniciar projetos-piloto em vários países em 2026 e prevê expansão comercial para 2028.

Os arrozais irrigados respondem por 10% a 12% das emissões globais de metano, conforme avaliação de 2021 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A redução desse gás deve estar entre os temas centrais da COP31, prevista para ocorrer na Turquia ainda este ano.

Google e Terradot não informaram o preço dos créditos. Em 2024, um acordo para a compra de 90 mil toneladas de remoção de carbono da Terradot indicava cerca de US$300 por tonelada. Muitos desenvolvedores consideram necessário chegar a US$100 por tonelada para ampliar a demanda.

James Kanoff, CEO da Terradot, disse que o novo projeto terá custo menor que os acordos anteriores. Embora ainda não tenha alcançado US$100 por tonelada, a iniciativa representa “um grande passo nessa direção”.

A empresa também afirmou que a verificação pode acrescentar mais de US$100 por tonelada aos custos do intemperismo acelerado. No novo projeto, permitir que a remoção de carbono se acumule por mais tempo antes da verificação por terceiros ajudará a diminuir as despesas.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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