O governo federal informou que a fila de pedidos por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi zerada em agosto deste ano. O anúncio foi feito pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, em evento no Palácio do Planalto ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o ministro, zerar a fila não significa que deixaram de existir pessoas aguardando uma resposta. Como novos pedidos entram todos os dias, o critério adotado é ter menos pessoas esperando do que a quantidade de solicitações recebidas no mês anterior. Com isso, o que antes era um estoque represado passa a ser um fluxo contínuo de análise.
Medidas adotadas
Wolney Queiroz afirmou que recebeu uma fila de 1,7 milhão de pedidos represados. Para reduzir o volume, citou cinco medidas: nomeação de novos servidores, teleatendimento para perícia médica, perícia médica documental, pagamento de bônus para servidores e mutirões de fim de semana para analisar os requerimentos.
O ministro assumiu o Ministério da Previdência em maio de 2025, substituindo Carlos Lupi, quando havia uma investigação sobre desvios indevidos de aposentadorias. Antes, ocupava o cargo de secretário-executivo da pasta. De acordo com Wolney, Lula determinou que ele recuperasse a credibilidade da Previdência e do INSS.
O número de solicitações mensais também aumentou. Em 2023, a média era de 897 mil pedidos. Em 2025, passou para 1,1 milhão. Em 2026, chegou a uma média mensal de 1,3 milhão de pedidos.
Entre janeiro e agosto deste ano, as reclamações relacionadas à demora na análise do INSS caíram 82%, segundo o ministro. Wolney também afirmou que recebeu da Controladoria-Geral da União (CGU) o certificado de integridade máxima e que tem adotado rigor institucional na condução da pasta.








