Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Tesouro Direto e LCIs lideram avanço entre investimentos de pessoas físicas

Títulos públicos cresceram 32,9% e LCIs avançaram 13,7% nas carteiras no primeiro semestre de 2026, segundo a Anbima.

Tesouro Direto e LCIs lideram avanço entre investimentos de pessoas físicas

Os títulos públicos e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) foram os investimentos de renda fixa que mais ganharam espaço nas carteiras de pessoas físicas no primeiro semestre de 2026. Os dados foram divulgados pela Anbima nesta quinta (3), em um cenário de juros elevados e volatilidade na bolsa brasileira.

As aplicações em títulos públicos cresceram 32,9% nos últimos seis meses. As LCIs vieram em seguida, com alta de 13,7%. Ao todo, os investimentos das pessoas físicas somaram R$ 9,1 trilhões em junho, avanço de 6,4% em relação a dezembro de 2025.

Títulos públicos avançam em todos os perfis

A expansão dos títulos públicos ocorreu entre investidores do varejo tradicional, da alta renda e do private banking. No varejo tradicional, o crescimento foi de 27,4%. Entre os investidores de alta renda, chegou a 26%. No segmento private, formado por clientes com mais de R$ 5 milhões investidos, alcançou 56,9%.

Para Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, o ambiente de juros elevados tornou esses produtos mais atrativos. No segmento private, o número de contas em títulos públicos cresceu quase 60% no semestre.

A executiva também relacionou o resultado à maior facilidade de acesso ao Tesouro Direto e à popularização de títulos voltados a objetivos específicos, como o Tesouro Educa+ e o Tesouro Renda+.

LCIs mantêm espaço nas carteiras

O estoque aplicado em LCIs chegou a R$ 515,8 bilhões, alta de 13,7%. No varejo tradicional, o avanço foi de 21,2%. Entre os clientes do private, a alocação aumentou 10,9%; na alta renda, cresceu 8,4%.

As LCIs integram o grupo de investimentos de renda fixa isentos de imposto de renda para pessoas físicas. Também fazem parte desse grupo as LCAs, os CRIs, os CRAs e as debêntures incentivadas. Juntos, esses produtos somaram R$ 1,5 trilhão, aumento de 2% em relação a dezembro de 2025.

Os fundos de investimento cresceram 9,6% no semestre, para R$ 2,2 trilhões. Já as aplicações em ações chegaram a R$ 816,9 bilhões ao final de junho, alta de 1,2%. O volume investido em ações aumentou 7,1% no varejo e recuou 1,5% entre clientes do private banking.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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