Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Taxa sobre compras internacionais reduz receita dos Correios e exige aporte

A cobrança aumentou a arrecadação federal, mas a receita dos Correios com encomendas internacionais caiu e a estatal terá novos recursos.

Taxa sobre compras internacionais reduz receita dos Correios e exige aporte
Foto: Guido Jr./Fotoarena/VEJA

A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares aumentou a arrecadação federal, mas coincidiu com uma forte redução na receita dos Correios com encomendas vindas do exterior. No primeiro ano, a chamada taxa das blusinhas arrecadou cerca de 2,1 bilhões de reais.

No mesmo período, o faturamento dos Correios nesse segmento recuou de 4,43 bilhões de reais em 2023 para 1,34 bilhão de reais em 2025. A diferença, estimada em aproximadamente 3,1 bilhões de reais por ano, é maior que o valor arrecadado pela nova cobrança nos primeiros doze meses de vigência.

Aporte previsto no Orçamento

O projeto de Orçamento de 2027 enviado pelo governo ao Congresso prevê um aporte de 6 bilhões de reais para os Correios. O recurso deve reforçar as finanças da estatal, que acumulou sucessivos prejuízos.

Assim, a mesma política que elevou a receita tributária da União também ocorreu em um mercado relevante para uma empresa pública controlada pelo governo. Com a queda das encomendas internacionais, os Correios passaram a depender de uma injeção de recursos ainda maior do que a arrecadação obtida com a taxa.

A redução, porém, não pode ser atribuída integralmente à tributação. Os Correios também perderam participação para transportadoras privadas no transporte de encomendas internacionais. Ainda assim, a cobrança tornou menos atrativas as compras de baixo valor e contribuiu para a diminuição da receita obtida pela estatal nesse segmento.

O cenário reúne dois efeitos sobre as contas públicas: de um lado, o governo passou a recolher mais impostos sobre remessas internacionais; de outro, os Correios perderam bilhões de reais em faturamento e têm um aporte de 6 bilhões de reais previsto para tentar recuperar sua situação financeira.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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