Contagem, Sábado, 26 de setembro de 2026
Finanças da casa

Ibovespa cai pela segunda semana, enquanto Magazine Luiza lidera altas

Índice fechou a semana aos 183.476,86 pontos, pressionado por fatores domésticos e externos; Natura ficou entre as maiores quedas.

Ibovespa cai pela segunda semana, enquanto Magazine Luiza lidera altas

O Ibovespa fechou a semana em baixa pela segunda vez consecutiva, com queda acumulada de 0,95% e encerramento aos 183.476,86 pontos. O dólar à vista terminou o período em R$ 5,1817, após valorização de 0,73%. A proximidade das eleições reduziu o apetite dos investidores locais, enquanto as incertezas geopolíticas e a alta dos juros nos Estados Unidos também pressionaram os mercados.

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira (22), manteve a política monetária no centro das atenções. O documento indicou que a Selic elevada vem desacelerando a economia brasileira, mas também apontou que uma flexibilização mais rápida dos juros é improvável. Segundo a avaliação apresentada, a inflação, as expectativas desancoradas e os riscos do cenário macroeconômico continuam pesando sobre as decisões.

Na semana anterior, o Copom havia reduzido a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Foi a quinta queda dos juros, em decisão unânime e alinhada à expectativa do mercado.

O discurso do presidente Luiz Inácio Lula Silva na Assembleia Geral da ONU e as pesquisas eleitorais também estiveram no radar dos investidores. Os levantamentos continuaram indicando empate técnico no primeiro e no segundo turnos entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro.

Pressão vinda dos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro, conhecidos como Treasuries, seguiram em alta e renovaram máximas históricas. O mercado passou a considerar novas elevações dos juros pelo Federal Reserve após a divulgação de indicadores e declarações de dirigentes da instituição.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) subiu para 58,4, ante 56,0 em agosto. Foi o maior nível desde julho de 2021. Como uma leitura acima de 50 indica expansão do setor privado, o resultado foi interpretado como sinal de pressão inflacionária.

O diretor do Fed Michael Barr afirmou que a elevação dos juros feita na semana anterior foi necessária para recalibrar as taxas de curto prazo e reduzir a inflação. Depois disso, o mercado passou a precificar cerca de 70% de chance de uma alta de 25 pontos-base na próxima decisão, em outubro.

Ações em destaque

Magazine Luiza liderou as altas da semana, com valorização de mais de 15%. O desempenho ocorreu após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogar uma medida que proibia a varejista de comercializar, distribuir e fazer propaganda de medicamentos. A S&P National Ratings também reafirmou a nota de crédito ‘brAA-’ da empresa, com perspectiva estável e expectativa de melhora operacional.

Na ponta negativa, Natura ficou entre os destaques de baixa, em meio a forte pressão vendedora. As farmacêuticas também recuaram em bloco. As ações da RD Saúde acumularam mais de 10% de perdas depois que o Mercado Livre anunciou a expansão no mercado de venda de medicamentos. Para analistas da Ativa Investimentos, o movimento aumenta a competição para as grandes redes de farmácia.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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