Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Farinha de mandioca fica 22,36% mais barata em Belém em 12 meses

Levantamento do Dieese/PA mostra recuo do preço médio, mas vendedores relatam valores diferentes e alta recente em alguns pontos.

Farinha de mandioca fica 22,36% mais barata em Belém em 12 meses

O preço médio do quilo da farinha de mandioca caiu 22,36% em Belém nos últimos 12 meses, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). O valor passou de R$ 10,69 em julho de 2025 para R$ 8,30 em julho de 2026.

A redução ajudou a diminuir o custo da Cesta Básica de Alimentos na capital paraense. Em julho de 2026, os 12 produtos básicos acompanhados pelo Dieese/PA custaram R$ 724,10.

O órgão faz a pesquisa semanalmente em feiras livres, mercados e supermercados de Belém. Na comparação mensal, a farinha também teve queda: o preço médio recuou 0,95% em julho, ante R$ 8,38 registrados em junho.

No acumulado de 2026, entre dezembro de 2025 e julho deste ano, a redução chegou a 21,99%. O quilo custava, em média, R$ 10,64 em dezembro do ano passado e passou a R$ 8,62 em janeiro de 2026.

Preços variam nos pontos de venda

No Complexo do Ver-o-Peso, vendedores afirmam que o preço depende do tipo, da qualidade e do fabricante. Sueli Conceição relata alta recente e diz que a farinha de Bragança está em cerca de R$ 12 o quilo, enquanto a farinha d'água custa aproximadamente R$ 10.

"Em relação a julho, o preço da farinha subiu. Em julho, o quilo estava R$ 8 e o litro R$ 7. Em agosto, aumentou. O quilo passou a valer R$ 10 e o litro, R$ 8", afirma Sueli.

O vendedor Davi Furtado diz que há opções de R$ 6, R$ 7, R$ 8 e R$ 10 o quilo. Produtos de maior valor podem chegar a R$ 15. Para ele, as oscilações estão ligadas à qualidade e ao preço pago pela saca comprada dos produtores.

Oferta pode influenciar novos preços

O Dieese/PA avalia que ainda pode haver novos recuos, mas ressalta que o comportamento dos preços depende das condições de produção, da oferta e do abastecimento dos locais de venda.

O ciclo produtivo da mandioca também interfere na disponibilidade. Conforme a variedade, o solo, o clima e o sistema de produção, a colheita pode ocorrer entre 16 e 20 meses após o plantio. Diferenças nos períodos de plantio e colheita podem alterar a oferta e os preços pagos pelos consumidores.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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