Os trabalhadores dos Correios voltaram às atividades às 22h desta quinta-feira 24, após 15 dias de greve. O encerramento foi confirmado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e Zona Postal de Sorocaba (Sintect-SP).
A retomada seguiu uma determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou a paralisação não abusiva e autorizou a compensação dos dias não trabalhados. No julgamento do dissídio, o tribunal também estabeleceu reajuste salarial de 4,09% e manteve 73 cláusulas do Acordo Coletivo.
Como o acórdão ainda não foi publicado, o Sintect-SP informou que espera o documento para apresentar à categoria todos os detalhes da decisão. O sindicato também afirmou que o plano de saúde, apontado como um dos principais temas da Campanha Salarial 2026/2027, foi discutido no julgamento, mas não divulgou qual foi a decisão sobre o assunto.
Situação financeira dos Correios
A greve ocorreu enquanto a estatal registrava prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026. O resultado foi 30,36% maior que o prejuízo de R$ 4,26 bilhões contabilizado no mesmo período de 2025.
Entre abril e junho, o prejuízo líquido chegou a R$ 2,39 bilhões, uma queda de 5,5% em comparação com os R$ 2,53 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando o resultado negativo foi de R$ 3,16 bilhões, houve redução de 24,4%.
Durante a paralisação, os Correios ativaram um Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os impactos nas entregas e no atendimento. A medida previa remanejamento de pessoal e reforço das operações.
A assembleia que decidiu pelo fim da greve foi realizada na noite desta quinta-feira e conduzida por Rogério Bueno, vice-presidente do Sintect-SP, e Ricardo Adriane (NegoPeixe), secretário-geral. Rogério afirmou que os trabalhadores continuarão organizados para acompanhar o cumprimento da decisão do TST.








