BELÉM — O reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Gilmar Pereira da Silva, lamentou a morte da professora Zélia Amador de Deus e ressaltou sua contribuição para a luta antirracista e para a trajetória da instituição. Ela morreu aos 76 anos, na terça-feira (8), em Belém. A manifestação do reitor foi divulgada nesta quarta-feira (9).
Em nota, Gilmar afirmou que Zélia foi uma das mais importantes intelectuais e ativistas negras do Brasil. Para ele, a história da professora está ligada tanto ao movimento antirracista no país quanto à construção da própria UFPA.
“Difícil porque a Universidade Federal do Pará se despede de uma das pessoas mais importantes de sua história”, declarou o reitor, que também se referiu a Zélia como amiga e companheira de lutas.
Professora universitária, escritora, atriz, diretora de teatro e militante dos direitos da população negra, Zélia construiu uma trajetória associada à universidade, ao movimento negro e à defesa de políticas de ações afirmativas.
Na UFPA, ela exerceu o cargo de vice-reitora entre 1993 e 1997 e recebeu, em 2019, o título de professora emérita. A instituição ocupou parte importante de sua trajetória acadêmica e profissional.
Zélia também foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) e participou da defesa dos direitos das comunidades quilombolas.
Ao comentar a própria experiência como homem negro e reitor, Gilmar disse que a ocupação de determinados espaços resulta de caminhos abertos por pessoas que enfrentaram barreiras e questionaram estruturas. Ele afirmou que Zélia estava entre essas pessoas e destacou sua inteligência, arte, coragem e capacidade de ampliar oportunidades na universidade.







