Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Velório em Belém destaca vínculos pessoais e atuação acadêmica de Zélia Amador de Deus

Amigos e representantes da UFPA relembraram a formação, a convivência e a contribuição da professora para inclusão e diversidade.

Velório em Belém destaca vínculos pessoais e atuação acadêmica de Zélia Amador de Deus

A amizade entre famílias vizinhas foi um dos aspectos lembrados durante o velório da professora Zélia Amador de Deus, realizado nesta quarta-feira (9), no Teatro Waldemar Henrique. Léa Monteiro Castro contou que conheceu Zélia desde a infância e que a convivência entre as duas famílias criou uma relação semelhante à de parentes, embora não houvesse vínculo de sangue.

“Nós nos criamos juntas. Éramos vizinhas, uma casa do lado da outra”, afirmou Léa. Ela também recordou que a mãe de Zélia era empregada doméstica e descreveu a professora como uma pessoa trabalhadora e batalhadora.

Léa acompanhou a trajetória de Zélia desde os estudos no Instituto de Educação do Pará (IEP). Segundo a amiga, a professora se formou na instituição e depois seguiu o caminho acadêmico que a levou à Universidade Federal do Pará (UFPA) e ao reconhecimento nacional. “A carreira dela é linda. Muitos não chegaram aonde ela chegou”, disse.

Atuação na universidade

A vice-reitora da UFPA, Loiane Prado, ressaltou que Zélia exerceu diferentes funções na universidade e na sociedade. A professora foi intelectual, pesquisadora, artista, gestora e professora emérita. Também ocupou a Superintendência de Diversidade e Inclusão da instituição.

Loiane atribuiu a Zélia participação na implementação da Lei de Cotas na UFPA e no Brasil, além de envolvimento na construção de políticas de inclusão, diversidade e na pauta antirracista. Ela afirmou que a professora permaneceu presente em discussões e iniciativas ligadas aos avanços institucionais nessa área.

A vice-reitora também falou sobre a relação pessoal entre as duas. Como nasceram no mesmo dia, costumavam brincar que eram irmãs de aniversário. Loiane descreveu Zélia como uma pessoa generosa, acolhedora, corajosa e talentosa.

Léa disse que a perda foi sentida como a de alguém da própria família. Ela lembrou que, desde criança, chamava os familiares de Zélia de tio e tia, incluindo o avô Manuel, a avó Chica e a mãe, Dora. Para a amiga, a proximidade construída ao longo dos anos transformou a convivência entre as famílias em uma relação familiar.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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