Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Baobá homenageia trajetória de Zélia Amador de Deus na UFPA

Árvore foi plantada em Belém semanas antes da morte da professora, que dedicou quase cinco décadas à universidade.

Baobá homenageia trajetória de Zélia Amador de Deus na UFPA

Um baobá foi plantado no Campus Guamá, em Belém, em homenagem à professora emérita Zélia Amador de Deus. A cerimônia ocorreu em 18 de agosto deste ano, semanas antes da morte da professora, na terça-feira (8).

A árvore foi escolhida por sua associação com a ancestralidade, a resistência, a memória e a transmissão de saberes entre gerações. Para a Universidade Federal do Pará (UFPA), o plantio representa a permanência do legado de Zélia na construção de uma instituição mais plural, inclusiva e comprometida com a igualdade racial.

Durante a homenagem, Zélia relacionou o significado do baobá à própria trajetória. “Esse baobá representa muito para mim, porque fala de ancestralidade, de memória e daqueles que vieram antes de nós. Estou muito emocionada e só tenho a agradecer por esta homenagem”, afirmou.

O reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, destacou a participação da professora nas transformações da universidade ao longo das últimas décadas. Segundo ele, Zélia combinou firmeza na defesa de seus propósitos com capacidade de acolher, dialogar e reunir pessoas em torno de mudanças na instituição.

Para o reitor, a árvore também servirá para manter a história da professora presente na rotina do campus. “Que cada pessoa que vier estudar nesta universidade e passar por este baobá possa conhecer quem é a professora Zélia”, disse Gilmar Pereira da Silva.

Trajetória na universidade

Professora, pesquisadora, artista e ativista, Zélia Amador de Deus foi uma referência do movimento negro na Amazônia. Sua trajetória acadêmica e política esteve ligada à UFPA por quase cinco décadas, com atuação no enfrentamento ao racismo e no debate sobre desigualdades.

Na universidade, sua contribuição passou pela formação de estudantes, pela produção de conhecimento, pela gestão e pela criação de políticas de inclusão e equidade. A atuação também esteve relacionada à ampliação do acesso e da permanência de grupos historicamente excluídos do ensino superior, incluindo estudantes negros, indígenas e quilombolas.

A professora se tornou referência para diferentes gerações dentro e fora da UFPA. Ao destacar sua contribuição, Gilmar Pereira da Silva afirmou que a instituição precisa continuar reconhecendo e homenageando sua história, ligada à defesa de uma universidade mais inclusiva.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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