Contagem, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Juros menores podem ajudar veículos, mas financiamento ainda limita vendas

A queda da Selic tende a reduzir o custo do crédito, mas o efeito sobre as vendas depende da continuidade dos cortes e da aprovação dos financiamentos.

Juros menores podem ajudar veículos, mas financiamento ainda limita vendas

A redução da Selic pode favorecer o mercado automotivo brasileiro, mas não deve provocar uma reação imediata nas vendas de veículos. O custo do crédito ainda é elevado, principalmente para consumidores que dependem de financiamento, e as instituições financeiras estão mais seletivas na concessão de contratos diante do endividamento da população.

Como a taxa básica serve de referência para outras taxas da economia, a queda pode diminuir gradualmente o custo de captação dos bancos e abrir espaço para condições mais acessíveis ao consumidor. Para Glenio Júnior, vice-presidente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), porém, a mudança não deve ser significativa no curto prazo.

Mesmo com essa restrição, o segmento de seminovos e usados mantém trajetória positiva. A Fenauto informou que foram comercializados 12,53 milhões de veículos entre janeiro e agosto de 2026, alta nominal de 6,4% ante os 11,78 milhões registrados no mesmo período de 2025. Na média por dia útil, o crescimento foi de 7,7%. O levantamento reúne automóveis, comerciais leves, motocicletas e veículos pesados.

Financiamento e mercado de veículos novos

O volume de financiamentos também cresceu. De acordo com levantamento da B3, 3,778 milhões de veículos novos e usados foram financiados no primeiro semestre de 2026, avanço de 10,9% em relação ao mesmo período de 2025.

Na avaliação de Cássio Pagliarini, consultor da Bright Consulting, uma melhora pequena nas condições financeiras pode influenciar decisões de compra quando muitos consumidores são avaliados em conjunto. A perspectiva de juros menores pode aumentar consultas, simulações de financiamento e visitas às lojas, mesmo que o valor das prestações mude pouco.

O impacto mais amplo dependerá da continuidade da redução da Selic. Com novos cortes, bancos e financeiras podem ter mais margem para reduzir taxas, ampliar prazos e oferecer campanhas subsidiadas por montadoras e concessionárias.

Os veículos novos também chegam a esse período com resultados positivos. Entre janeiro e agosto de 2026, os emplacamentos alcançaram 1,975 milhão de unidades, crescimento de 18,4% sobre o mesmo intervalo do ano anterior. Em agosto, foram licenciados 275,1 mil veículos, segundo dados da Anfavea.

A produção nacional somou 271,2 mil unidades em agosto, alta de 9,4% na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, aproximou-se de 1,9 milhão de veículos, com expansão de 8,5%. Vendas diretas para locadoras, descontos das montadoras e maior participação dos importados estão entre os fatores associados ao desempenho.

A cadeia automotiva tem participação estimada em cerca de 20% do PIB da indústria de transformação e em algo próximo de 4% do PIB brasileiro, considerando veículos e fornecedores. A atividade também movimenta siderurgia, mineração, petroquímica, componentes, tecnologia, logística, seguros, manutenção, distribuição e serviços financeiros.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5