Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Como reduzir o risco de trombose em viagens prolongadas

Movimentar as pernas, manter a hidratação e buscar avaliação médica podem ajudar a prevenir a trombose do viajante.

Como reduzir o risco de trombose em viagens prolongadas

A permanência por muitas horas sentado durante uma viagem pode favorecer a trombose venosa profunda (TVP), formação de um coágulo em uma veia que dificulta ou impede a circulação do sangue. As pernas são as regiões mais afetadas.

A chamada trombose do viajante está associada à imobilidade prolongada em aviões, ônibus, carros e trens, explica Breno Caiafa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Nacional (SBACV). Quando a pessoa permanece na mesma posição, a panturrilha deixa de funcionar adequadamente como uma bomba que ajuda a levar o sangue de volta ao coração. Com isso, a circulação nas pernas fica mais lenta e favorece a formação do coágulo.

No avião, altitude e pressão da cabine aumentam a preocupação. A concentração de oxigênio é mais baixa, equivalente a uma altitude de 2.200 metros, afirma Caio Focássio, cirurgião e médico-assistente de cirurgia vascular da Santa Casa de São Paulo.

Para pessoas saudáveis, os especialistas dizem que a chance de desenvolver TVP durante uma viagem é baixa. O cuidado deve ser maior entre quem já teve a doença ou tem histórico familiar, gestantes, pessoas que tomam anticoncepcional, recém-operados, indivíduos com mobilidade reduzida ou idade avançada. Obesidade, tabagismo e sedentarismo também influenciam no desenvolvimento da condição. A orientação é consultar um médico antes da viagem quando houver esses fatores.

O coágulo pode se desprender e chegar ao pulmão, provocando embolia pulmonar, uma condição grave que pode matar. A preocupação com a doença levou à criação do Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, celebrado nesta quarta-feira (16).

O que fazer durante a viagem

A principal recomendação é movimentar-se. Os especialistas orientam caminhar por alguns minutos a cada uma ou duas horas. No avião, o corredor facilita as caminhadas; de carro, é importante fazer paradas periódicas. Mesmo sentado, mexer os pés, os tornozelos e as panturrilhas ajuda. Movimentos circulares com os pés e contrações repetidas da panturrilha também são indicados por Caiafa.

Marcos Arêas Marques, médico angiologista do Hospital Universitário dos Servidores do Estado (Unirio), afirma que levantar-se ativa a musculatura da panturrilha e ajuda o sangue a circular. Também é recomendado evitar dormir por muitas horas seguidas em uma posição que limite os movimentos.

O assento do corredor é uma opção mais adequada para facilitar a mobilidade. Bagagens sob o assento da frente devem ser evitadas quando diminuírem o espaço para as pernas.

A cabine do avião é mais seca, e o consumo de álcool, café ou chá pode exigir atenção à hidratação. Marques recomenda beber líquidos, especialmente quando houver ingestão de bebida alcoólica. Roupas confortáveis e não apertadas também são preferíveis.

Meias elásticas podem ajudar na prevenção, principalmente para quem reúne fatores de risco. As versões que chegam próximo ao joelho, chamadas de três quartos, são indicadas para trajetos prolongados. No caso das meias de compressão, Caiafa recomenda avaliação médica especializada para definir o tamanho e o modelo. Uma peça inadequada pode apertar, dobrar ou causar compressão localizada.

Dor em uma das pernas é o principal sintoma da trombose. Inchaço unilateral, dor ou sensibilidade na panturrilha ou na coxa, aumento da temperatura local e mudança na coloração da pele também podem ocorrer. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo do estágio do quadro.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5