Contagem, Sábado, 26 de setembro de 2026
Saúde

Tai chi exige prática contínua e adaptação para treinar o equilíbrio

Revisões associam a prática a melhorias na estabilidade e à redução de quedas, mas os efeitos dependem da regularidade e da progressão.

Tai chi exige prática contínua e adaptação para treinar o equilíbrio

O tai chi pode ser usado como treino de equilíbrio porque reúne controle postural, coordenação, mudanças lentas de peso e movimentos contínuos. As revisões disponíveis associam a prática a melhorias em diferentes medidas de estabilidade e indicam possível redução de quedas, sobretudo entre pessoas mais velhas. Os resultados, porém, dependem da continuidade dos exercícios e da adaptação ao nível de cada pessoa.

Uma meta-análise de 2024, com 22 estudos, encontrou melhora no equilíbrio medido pela escala de Berg, no apoio em uma perna e no teste Timed Up and Go. A análise também registrou redução do medo de cair. Nem todos os testes de função física, no entanto, apresentaram diferença significativa.

Uma revisão Cochrane sobre a prevenção de quedas entre idosos que vivem na comunidade encontrou benefício em programas de exercício. Nessa análise, o tai chi foi associado à redução do número de pessoas que sofreram quedas, embora a certeza da evidência variasse conforme o desfecho.

A prática trabalha a transferência controlada do peso entre as pernas, a percepção da posição do corpo, a força dos membros inferiores e a estabilidade durante movimentos lentos. Também pode treinar o controle ao começar, parar e mudar de direção.

Regularidade e progressão

Uma aula isolada pode servir para conhecer os movimentos, mas não necessariamente produz a mesma adaptação de uma rotina mantida ao longo do tempo. O CDC classifica o tai chi como uma atividade capaz de trabalhar o equilíbrio e recomenda que pessoas idosas façam regularmente exercícios desse tipo, junto de atividades aeróbicas e de fortalecimento.

Não há uma frequência única que sirva para todos os programas e estudos. O objetivo é praticar de modo contínuo para permitir a adaptação do controle postural, da força e da coordenação. A dificuldade pode aumentar aos poucos, com maior amplitude, mais tempo em determinadas posições ou transferências de peso mais exigentes.

Materiais de prevenção de quedas recomendam começar com uma base ampla e movimentos pequenos. Uma progressão pode incluir apoio próximo, redução gradual desse apoio e passagem para sequências mais complexas conforme o controle melhora.

Pessoas com insegurança para ficar em pé, histórico recente de quedas, tontura frequente ou dificuldade importante para caminhar devem começar com cautela. O CDC recomenda avaliação individual do risco de quedas quando esse problema já está presente. A orientação de um profissional de saúde ou de um instrutor experiente pode ajudar na adaptação.

No início, os movimentos podem ter menor amplitude e velocidade reduzida, com uma cadeira ou barra por perto. A prática deve desafiar o equilíbrio sem aumentar desnecessariamente o risco de queda. O benefício tende a estar menos na execução perfeita desde a primeira aula e mais na repetição, na progressão gradual e na adequação dos movimentos às limitações individuais.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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