ESTADOS UNIDOS — O planejamento das refeições e a divisão da louça estão entre as situações que podem aumentar o estresse entre casais que vivem juntos. Como alternativa, algumas duplas passaram a organizar a alimentação de forma independente, mesmo compartilhando a mesma casa.
A terapeuta de relacionamentos Erin Pash define o chamado “divórcio alimentar” como a decisão de interromper o planejamento, o preparo e o consumo conjunto das refeições. Cada parceiro passa a cuidar da própria comida e a seguir seu próprio ritmo.
Por que a prática ganhou espaço
Segundo Pash, a pandemia da Covid-19 ajudou a impulsionar a tendência. Com os casais em casa durante todas as refeições, os atritos associados à rotina ficaram mais evidentes. Estudos também indicaram que a responsabilidade pelo planejamento da alimentação costuma recair de maneira desproporcional sobre um dos parceiros, o que pode transformar as refeições em motivo de discussões e brigas.
A proposta não é eliminar todo contato durante a alimentação. Para preservar a convivência, Pash recomenda que o casal substitua o encontro à mesa por um compromisso diário, como uma caminhada ou uma conversa depois que as crianças dormirem.
A terapeuta também orienta manter pelo menos uma refeição conjunta por semana, sem exceções. Assim, o acordo sobre refeições separadas é acompanhado por um momento regular de convivência entre os parceiros.







