Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Queda de cabelo e pele opaca podem ter relação com a alimentação

Especialista recomenda observar sinais na pele, priorizar proteínas e manter a hidratação durante a transição para os dias quentes.

Queda de cabelo e pele opaca podem ter relação com a alimentação

Alterações como manchas e áreas escurecidas e aveludadas no pescoço e nas axilas podem indicar que a saúde da pele não depende apenas de cremes. Segundo a endocrinologista Luísa Ortiz Cabrera, esses sinais costumam estar associados à resistência à insulina e a picos de açúcar no sangue provocados por uma alimentação rica em carboidratos refinados.

A médica e professora de pós-graduação em Endocrinologia na Afya Educação Médica de Porto Alegre também relaciona a alimentação à queda de cabelo e à perda de viço da pele na passagem dos meses frios para os dias mais quentes. Problemas de queda capilar já atingem mais de 40 milhões de pessoas no país, conforme a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O consumo de ultraprocessados representa cerca de 20% das calorias diárias ingeridas pelos brasileiros, de acordo com dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE, e do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da USP. Para Luísa, uma rotina com alimentos industrializados pode reduzir a oferta de nutrientes aos tecidos periféricos, como cabelo e pele.

Entre as orientações da especialista está a leitura dos rótulos. Produtos com muito sódio, conservantes e gorduras trans podem provocar um processo inflamatório no organismo. Essa resposta pode afetar o folículo piloso e acelerar a queda, além de prejudicar as fibras de colágeno.

O cabelo é formado por cerca de 90% de proteína, principalmente queratina. Por isso, dietas restritivas ou a redução das fontes proteicas podem comprometer a formação dos fios. O prato pode incluir ovos, carnes magras, frango, peixe, feijão e lentilha. A recomendação também contempla gorduras como azeite de oliva, castanhas e abacate, associadas à lubrificação da pele e do couro cabeludo.

A hidratação merece atenção mesmo com a elevação das temperaturas. A redução do consumo de água nos meses frios pode continuar durante a mudança de estação. Água, chás naturais sem açúcar e água de coco ajudam a manter a hidratação do organismo. A endocrinologista afirma: “O fio de cabelo desidratado fica quebradiço e a pele perde o viço natural”.

Diante de alterações nas dobras da pele ou de queda de cabelo, a orientação apresentada é buscar acompanhamento médico para avaliar a alimentação e o metabolismo.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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