Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Rotina e acesso facilitado ajudam idosos a manter a hidratação

A redução da sede pode dificultar o consumo de líquidos; oferta regular e atenção a sinais ajudam na prevenção da desidratação.

Rotina e acesso facilitado ajudam idosos a manter a hidratação

A água deve fazer parte da rotina da pessoa idosa, mesmo quando ela não demonstra vontade de beber. Com o envelhecimento, os receptores que identificam a falta de água no organismo ficam menos sensíveis, e a sensação de sede pode aparecer apenas quando a desidratação já começou.

A Dra. Karoline Fiorotti, médica e professora de Geriatria na Afya Educação Médica Vitória, explica que mudanças hormonais, alterações na capacidade de manter o equilíbrio hídrico e o uso de algumas medicações também influenciam esse processo. “A sede não deve ser o único parâmetro” para definir o momento de oferecer líquidos, afirma a especialista.

Por que a hidratação pode ser deixada de lado

O risco de desidratação aumenta quando o organismo perde mais água do que consegue repor. Baixa ingestão de líquidos, suor excessivo, febre, vômitos e diarreia estão entre as possíveis causas.

Entre os idosos, a menor capacidade de concentrar a urina pode aumentar a frequência das idas ao banheiro. Medicamentos diuréticos, dificuldades de locomoção, alterações de memória e dependência de cuidadores também podem interferir. Em alguns casos, a pessoa passa a beber menos de propósito para evitar deslocamentos frequentes ao banheiro.

A necessidade de líquidos varia conforme as condições de saúde, os medicamentos usados, a atividade física e a temperatura do ambiente. Quem recebeu orientação médica para restringir líquidos não deve aumentar o consumo por conta própria.

Sinais que exigem atenção

Os sinais de desidratação podem ser pouco claros ou não aparecer de forma evidente. Tontura, fraqueza, confusão, alteração do estado mental, redução da quantidade de urina e constipação podem estar relacionados ao quadro, sobretudo quando surgem juntos.

Uma mudança repentina de comportamento, como maior sonolência, confusão ou desorientação, também deve ser observada. Esses sinais podem ter diferentes causas, e a desidratação é uma das possibilidades a serem investigadas.

O cuidado precisa ser redobrado em episódios de vômitos, diarreia e febre. O Ministério da Saúde informa que idosos estão entre os grupos com maior risco de desenvolver quadros graves de desidratação associados a doenças diarreicas, já que a perda de líquidos pode ocorrer rapidamente.

Como facilitar o consumo ao longo do dia

O Ministério da Saúde recomenda oferecer líquidos regularmente, em pequenas quantidades e em diferentes momentos, sem esperar que a pessoa peça água. Algumas medidas indicadas pela especialista são:

  • deixar garrafa ou copo em locais visíveis e fáceis de alcançar;
  • oferecer líquidos nos intervalos das refeições e durante as atividades;
  • lembrar a pessoa de beber, mesmo quando ela não estiver com sede;
  • manter os recipientes em uma posição segura para quem tem dificuldade de locomoção;
  • oferecer água de coco, sucos, chás e água saborizada quando não houver restrições;
  • incluir frutas com bastante água, como melancia e melão;
  • facilitar o acesso ao banheiro, reduzindo o receio de beber líquidos;
  • organizar a oferta enquanto a pessoa estiver acordada e, quando for adequado, diminuir a quantidade perto do horário de dormir.

A água deve continuar como principal fonte de hidratação. Outras bebidas e alimentos podem contribuir para a ingestão de líquidos quando não houver contraindicações. A oferta precisa respeitar as necessidades individuais e as restrições orientadas pela equipe de saúde.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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