Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Atividade, aprendizado e convivência entram na rotina de proteção cerebral

Movimento, desafios mentais e relações sociais são apontados como hábitos que podem contribuir para a saúde cerebral.

Atividade, aprendizado e convivência entram na rotina de proteção cerebral

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima 10 milhões de novos casos de demência por ano no mundo. No Brasil, 8,5% das pessoas com 60 anos ou mais convivem com a condição. Diante desse cenário, hábitos ligados ao movimento, à aprendizagem e à convivência social aparecem entre as medidas que podem contribuir para a saúde cerebral.

A OMS informa que até 45% dos riscos de demência podem estar relacionados a fatores modificáveis. Sedentarismo, tabagismo, hipertensão, diabetes, obesidade, consumo excessivo de álcool, isolamento social e perdas auditivas não tratadas estão nessa lista.

Martha Valeria Medina, neuropsicóloga da NeuronUP, afirma que mudanças no estilo de vida não eliminam a possibilidade de Alzheimer, mas podem ajudar a reduzir a probabilidade de declínio cognitivo. “Uma pessoa pode levar um estilo de vida saudável e ainda assim desenvolver Alzheimer”, explica.

Três frentes de cuidado

1. Reduzir o sedentarismo

A prática regular de atividade física pode fazer parte dos cuidados com o cérebro. A orientação é combinar exercícios aeróbicos e de força, além de diminuir o tempo em que a pessoa permanece sedentária.

Para Medina, a atenção à saúde cerebral deve ser mantida ao longo da vida. Ela também destaca que permanecer ativo fisicamente, cognitivamente e socialmente continua relevante em idades avançadas.

2. Criar desafios para a mente

Aprender algo novo, ler, resolver problemas matemáticos, estudar um idioma, tocar um instrumento e realizar tarefas que exijam esforço mental são maneiras de estimular o cérebro.

A neuropsicóloga ressalta que a predisposição genética pode elevar a probabilidade de desenvolver Alzheimer, mas não torna o surgimento da doença inevitável. Por isso, medidas voltadas à saúde cerebral continuam importantes.

3. Manter os vínculos sociais

Conversar, compartilhar atividades e evitar o isolamento social também integram essa rotina de cuidados. A proposta não se limita a exercitar uma memória com dificuldades: envolve preservar a autonomia e a realização das atividades cotidianas com a melhor qualidade de vida possível.

O Dia Mundial do Alzheimer é celebrado em 21 de setembro.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5