A chegada da primavera amplia a oferta de frutas em feiras e supermercados. Incluir diferentes tipos na alimentação ao longo da semana ajuda a diversificar o consumo de fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos, em vez de concentrar a dieta em uma única opção.
“As frutas devem fazer parte da dieta porque são alimentos naturalmente ricos em água, fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos”, explica o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Segundo ele, a variedade permite obter diferentes nutrientes pela alimentação.
A oferta e o preço podem variar conforme a região do país, o clima e o sistema de produção. Entre as opções associadas à primavera estão o morango, que contém água, vitamina C, fibras e compostos fenólicos, como antocianinas. A fruta pode ser consumida fresca no café da manhã ou nos lanches, com iogurte natural e aveia.
O abacaxi fornece água, vitamina C, fibras e manganês. A manga é fonte de fibras, vitamina C, folato e carotenoides, incluindo betacaroteno, e pode ser servida em pedaços, saladas ou com iogurte. Já a melancia se destaca pela quantidade de água e também oferece vitamina C, potássio e licopeno.
O mamão reúne fibras, vitamina C, folato e carotenoides, além de papaína. Pode ser consumido puro ou com aveia, chia e linhaça. A uva fornece água, carboidratos naturais, fibras e compostos fenólicos. Comer a fruta inteira preserva as fibras e tende a aumentar a saciedade em comparação com o suco.
O maracujá contém fibras, vitamina C e compostos antioxidantes. A laranja também fornece fibras, folato e potássio; consumida inteira, mantém os gomos e parte do bagaço. A acerola chama atenção pela concentração de vitamina C, que varia conforme maturação, variedade e cultivo.
A jabuticaba completa a lista. Sua casca concentra compostos fenólicos e antocianinas. Quando estiver bem higienizada, consumir a fruta inteira permite aproveitar também os nutrientes presentes nessa parte.







