Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Canetas para emagrecer exigem acompanhamento mesmo quando o peso para de cair

A manutenção dos resultados depende de atividade física, alimentação estruturada, sono adequado e avaliação médica contínua.

Canetas para emagrecer exigem acompanhamento mesmo quando o peso para de cair

Interromper as canetas para emagrecimento sem planejamento pode levar à recorrência da obesidade, porque os mecanismos biológicos da doença voltam a se manifestar quando o tratamento é retirado. Por isso, a suspensão da medicação deve ser discutida com um médico.

O alerta é do endocrinologista Danilo Romano, do Hospital Samaritano Higienópolis. Para ele, o objetivo do cuidado não deve se limitar a alcançar determinado número na balança, mas incluir uma estratégia capaz de acompanhar o paciente ao longo do tempo.

O que avaliar quando o peso estabiliza

A perda de peso pode desacelerar ou parar mesmo com o uso dos medicamentos. Conforme o organismo emagrece, mecanismos compensatórios podem aumentar a fome, diminuir a saciedade e reduzir o gasto energético. Esse processo contribui para o chamado efeito platô.

Nessa situação, a conduta precisa ser individualizada. Alimentação, atividade física, composição corporal e resposta ao medicamento devem ser analisadas antes de qualquer mudança no tratamento. Marcela Chambarelli, endocrinologista do Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, no Rio de Janeiro, afirma que a obesidade é uma doença crônica influenciada por fatores genéticos, biológicos, hormonais, comportamentais e sociais.

A especialista defende acompanhamento de longo prazo e estratégias voltadas à manutenção dos resultados. Fernando de Barros, especialista em cirurgia bariátrica e metabólica do Hospital São Lucas Copacabana, resume: “A caneta precisa estar inserida em um plano terapêutico, com acompanhamento médico e uma estratégia definida para cada caso”.

Cinco pontos que fazem parte do cuidado

Preservar a massa muscular: a prática regular de atividade física, especialmente com musculação e exercícios aeróbicos, contribui para preservar a massa muscular e manter o peso perdido.

Organizar a alimentação: mesmo quando os remédios ajudam a controlar a fome, a alimentação continua essencial. O acompanhamento nutricional pode ajudar a estruturar uma rotina sustentável, com consumo adequado de proteínas e fibras e menor exposição a alimentos associados à compulsividade.

Cuidar do sono e do estresse: a privação de sono e o estresse crônico podem dificultar a manutenção do peso. Manter horários regulares para dormir e acordar, priorizar um ambiente tranquilo e reduzir telas perto do horário de dormir fazem parte das recomendações citadas. Uma rotina adequada pode contribuir para a regulação do apetite, a disposição e a continuidade de hábitos alimentares e de atividade física.

Acompanhar o peso: a medição regular pode indicar uma tendência de recuperação e permitir ajustes no tratamento, conforme a orientação do profissional de saúde. Aumento progressivo ao longo de algumas semanas, fome persistente, episódios de compulsão alimentar ou dificuldade para manter a rotina devem ser discutidos com o médico ou o nutricionista. A avaliação pode considerar alimentação, sono, estresse, atividade física, medicamentos e outras condições de saúde.

Evitar a automedicação: a facilidade de aplicação pode criar a impressão de que as canetas dispensam acompanhamento. Fernando de Barros afirma: “Os erros mais comuns são a automedicação e o uso recreativo das canetas”. O tratamento deve ser conduzido com acompanhamento médico próximo e por profissional com experiência em obesidade.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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