Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Anvisa registra 12 novas canetas de semaglutida e liraglutida em 2026

Mercado ganhou dez opções de semaglutida e duas de liraglutida, mas escolha depende de avaliação médica, indicações e custo do tratamento.

Anvisa registra 12 novas canetas de semaglutida e liraglutida em 2026

A Anvisa ampliou, em 2026, as opções de medicamentos injetáveis usados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Foram aprovadas 12 canetas: dez à base de semaglutida e duas de liraglutida.

A mudança ocorreu principalmente após o fim da exclusividade da semaglutida da Novo Nordisk, em 20 de março. Desde então, a agência autorizou registros de medicamentos genéricos e similares, além de novas opções de liraglutida.

A quantidade de marcas disponíveis não significa que os produtos possam ser trocados livremente. A escolha deve considerar o diagnóstico, a necessidade de perda de peso, outras doenças, os estudos disponíveis e a possibilidade de manter o tratamento por meses ou anos.

Medicamentos à base de semaglutida

O Ozivy, da EMS, foi aprovado em 26 de maio e se tornou o primeiro medicamento de semaglutida registrado após o fim da patente. O produto é indicado para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado. Em 10 de julho, passou a integrar a Lista de Medicamentos de Referência da Anvisa.

Em 29 de julho, foram aprovados Owozy, da Ávita Care; Seemasun, da Sun Farmacêutica; Zempneo, da Brainfarma; Semavy, da Cosmed; e Orsema, da Ranbaxy. As indicações informadas são para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado.

A EMS obteve, em 17 de agosto, o registro do primeiro genérico de semaglutida do país. Na mesma data, a Germed recebeu aprovação para o Semaclique, medicamento similar. Em 24 de agosto, a Anvisa aprovou o segundo genérico da substância, também da Germed. Já em 31 de agosto, foi registrado o Yluméc, da EMS, como similar na modalidade clone.

A lista de semaglutidas aprovadas em 2026 inclui ainda a Semaglutida genérica da EMS e a Semaglutida genérica da Germed. Os medicamentos similares são identificados por marca ou nome comercial e, diferentemente dos genéricos, nem todos podem ser substituídos pelo produto de referência.

O Ozempic, da Novo Nordisk, tem preços informados de R$ 975 para as versões de 0,25 mg e 0,5 mg pelo programa Preço NovoDia no comércio eletrônico, e de R$ 999 na apresentação de 1 mg. O Ozivy chegou às farmácias com valores anunciados entre R$ 452 e R$ 498 por caneta.

Pela legislação, os genéricos precisam custar pelo menos 35% menos que o medicamento de referência. Considerando os valores de lançamento do Ozivy, a estimativa para esses produtos fica entre R$ 293 e R$ 323. Os demais medicamentos aprovados ainda dependem de etapas como a definição de preço pela CMED.

Liraglutida e frequência de aplicação

Na última terça-feira (8), a Anvisa aprovou dois genéricos de liraglutida produzidos pela EMS para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Eles têm como matriz o Olire e o Linux, da própria empresa, que começaram a chegar às farmácias no fim de 2025.

O Olire é indicado para obesidade, enquanto o Linux é destinado ao diabetes tipo 2. Os dois são comercializados em canetas de 6 mg e anunciados a partir de R$ 84 em grandes redes de farmácias na internet. A legislação também determina, nesse caso, desconto mínimo de 35% em relação ao medicamento de referência.

Uma diferença entre a liraglutida e a semaglutida e a tirzepatida está na frequência de aplicação. Enquanto semaglutida e tirzepatida são administradas, em geral, uma vez por semana, a liraglutida costuma exigir uso diário.

Segundo o endocrinologista Júlio Américo Batatinha, doutorando no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a necessidade de aplicação diária reduziu o espaço da liraglutida diante de medicamentos mais recentes. Para a endocrinologista Bruna Marinho, do Hospital Felício Rocho, em Ribeirão Preto, a decisão também deve levar em conta a possibilidade de continuidade do tratamento.

Avaliação médica e outras opções

A endocrinologista Alana Rocha, professora de endocrinologia da Afya Educação Médica Vitória, afirma que doenças associadas e tolerabilidade são consideradas quando se avalia a mudança de tratamento. Os medicamentos dessa classe podem causar náusea, dor abdominal, refluxo, constipação e outras alterações do hábito intestinal.

A semaglutida imita a ação do GLP-1, hormônio relacionado ao controle da glicose e da saciedade. A substância pode reduzir o apetite, aumentar a sensação de saciedade e contribuir para a perda de peso.

A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, da Eli Lilly, atua sobre o GLP-1 e o GIP. É a única opção com esse princípio ativo aprovada pela Anvisa e continua sob patente no Brasil. O produto é usado no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, conforme as indicações autorizadas.

A dulaglutida, cujo principal medicamento de referência no Brasil é o Trulicity, da Eli Lilly, também pertence à família dos agonistas do receptor de GLP-1. Não há versões genéricas ou similares da substância no país, pois o medicamento ainda está protegido por patente.

Desde outubro de 2025, a Eurofarma comercializa o Extensior e o Poviztra, obtidos por meio de parceria com a Novo Nordisk. Conforme a farmacêutica, o Extensior é idêntico ao Ozempic e o Poviztra ao Wegovy.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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