Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Ferramenta com marcadores sanguíneos identifica síndrome do coração partido

A BioTAK combina quatro medições no sangue e o sexo do paciente para diferenciar a cardiomiopatia de Takotsubo do infarto.

Ferramenta com marcadores sanguíneos identifica síndrome do coração partido

A cardiomiopatia de Takotsubo, conhecida como síndrome do coração partido, pode ser identificada por uma ferramenta que combina marcadores sanguíneos e o sexo do paciente. Chamada BioTAK, a tecnologia foi desenvolvida para apoiar o diagnóstico antes da realização de uma angiografia coronária, exame invasivo que mostra o interior das artérias do coração.

O estudo foi publicado na revista European Heart Journal. A análise considera quatro medições sanguíneas e pode ajudar a distinguir a síndrome de um infarto, já que as duas condições provocam sintomas semelhantes, como dor no peito, falta de ar, palpitações e tontura.

Como o método funciona

Os pesquisadores usaram informações de dois bancos de dados, com mais de 3 mil pessoas. Os resultados indicaram que a cardiomiopatia de Takotsubo está presente em entre 1% e 4% dos pacientes que chegam ao hospital com suspeita de infarto. Entre as mulheres, muitos casos ocorrem sem qualquer obstrução nas artérias.

A diferença entre as doenças está nos processos que as desencadeiam. O infarto é uma manifestação da síndrome coronariana aguda e ocorre quando placas de gordura bloqueiam o fluxo de sangue nas artérias.

Na cardiomiopatia de Takotsubo, o ventrículo esquerdo sofre uma deformação repentina e perde grande parte da capacidade de bombear o sangue. A condição também envolve aumento de hormônios do estresse, como o cortisol, e uma falha na comunicação entre os centros emocionais do cérebro e o coração.

Entre as situações associadas à síndrome estão estresse, luto, términos de relacionamento, sustos e um alto grau de empolgação. A BioTAK foi proposta para contribuir com a identificação correta do quadro antes da angiografia coronária.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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