Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Seis mitos sobre a saúde cardiovascular das mulheres

Fatores de risco, sintomas e exames devem ser avaliados de forma individual ao longo das diferentes fases da vida.

Seis mitos sobre a saúde cardiovascular das mulheres

A saúde cardiovascular também exige atenção no cuidado integral da mulher. Em 2024, cerca de 399 mil brasileiros morreram por doenças do aparelho circulatório, que incluem infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e hipertensão, segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

A prevenção depende do acompanhamento médico regular e da avaliação individual de fatores de risco. Histórico de gestação, menopausa, alterações hormonais, doenças ginecológicas e autoimunes podem ser considerados junto de hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e sedentarismo.

Sintomas não se resumem à dor no peito

A dor ou pressão no peito é um sinal importante de infarto, mas mulheres também podem apresentar falta de ar, náuseas, vômitos, fadiga e palpitações. Alterações do sono, cansaço e ansiedade podem surgir antes do evento. Mudanças súbitas, intensas ou diferentes do padrão habitual devem ser avaliadas, especialmente quando aparecem em conjunto.

Diante de dor ou pressão no peito, falta de ar, náuseas ou mal-estar intenso, a orientação é procurar atendimento médico de emergência imediatamente. O cardiologista Carlos Eduardo Suaide Silva afirma que é necessário manter a atenção aos sinais clássicos e também considerar manifestações menos associadas popularmente a problemas cardíacos.

Acompanhamento começa antes da menopausa

A menopausa é uma fase relevante, mas não deve ser o ponto de partida do cuidado cardiovascular. Complicações na gestação, como hipertensão e pré-eclâmpsia, estão associadas a maior risco cardiovascular posteriormente e devem integrar o histórico da paciente.

Depois da menopausa, o acompanhamento de pressão arterial, colesterol, glicemia, peso, atividade física, alimentação e histórico familiar continua importante. Essa fase pode vir acompanhada de mudanças metabólicas e no perfil lipídico, mas não significa que toda mulher desenvolverá uma doença cardiovascular.

Exames devem seguir a avaliação individual

Não há uma bateria fixa de exames cardiológicos indicada para todas as mulheres todos os anos. A investigação deve levar em conta idade, sintomas, histórico familiar, fatores de risco e condições clínicas. Conforme a necessidade, o médico pode indicar exames laboratoriais, eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, MAPA ou exames de imagem.

Ter hábitos saudáveis reduz o risco, mas não o elimina. Uma mulher jovem, com peso adequado e que não fuma ainda pode apresentar hipertensão, alterações de colesterol, histórico familiar ou outras condições que merecem investigação. O acompanhamento deve considerar a história individual e os riscos ao longo do tempo.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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