Cerca de 111 mil pessoas trabalhavam por meio de aplicativos e plataformas digitais na Região Norte em 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo correspondia a 1,6% da população ocupada no setor privado regional.
Os dados fazem parte de um módulo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) dedicado ao trabalho realizado por plataformas digitais. A quantidade cresceu em relação a 2022, mas ficou abaixo do registrado em 2024, quando 124 mil pessoas exerciam atividades desse tipo, ou 1,9% dos ocupados no setor privado.
As plataformas eram usadas para transportar passageiros, entregar refeições e mercadorias e prestar serviços gerais ou profissionais. O transporte particular de passageiros reunia a maior parcela dos trabalhadores, com 68,4% do total.
Renda, jornada e Previdência
O rendimento mensal médio dos trabalhadores plataformizados foi de R$ 2.102. O valor ficou abaixo das médias registradas em 2022, de R$ 2.322, e em 2024, de R$ 2.392. Entre os trabalhadores que não atuavam por plataformas, a média regional foi de R$ 2.182. No país, o rendimento médio dos trabalhadores de plataformas chegou a R$ 3.147.
A jornada semanal no trabalho principal alcançou 42,4 horas entre os plataformizados, ante 37,1 horas entre os demais trabalhadores da região. Em 2022, essa média era de 45,3 horas; em 2024, de 41,4 horas.
A contribuição para a Previdência Social abrangia 9,7% dos trabalhadores de plataformas na Região Norte. Entre os não plataformizados, o percentual era de 40,8%.
Perfil dos trabalhadores
Os homens representavam 88,1% dos trabalhadores plataformizados, e 64,2% tinham ensino médio completo ou superior incompleto. No Brasil, esse grupo equivalia a 2% da população ocupada no setor privado em 2025.
A flexibilidade de horário foi apontada por 26,8% dos trabalhadores como principal motivo para exercer a atividade. Para 24,6%, a razão principal era a dificuldade de encontrar outra ocupação. Além disso, 38,8% trabalhavam somente por aplicativo e em uma única plataforma.
Entre os condutores de motocicletas, 405 mil pessoas, equivalentes a 34,4% do total, trabalhavam por aplicativos. No grupo de motoristas de automóveis que usavam plataformas, 25,5% contribuíam para a Previdência Social, contra 59,2% dos não plataformizados.
O IBGE também identificou cerca de 210 mil trabalhadores por conta própria ou empregadores do comércio que utilizavam plataformas de comércio eletrônico para vender produtos e captar clientes. As mulheres eram 51,8% desse grupo, e quase um terço vendia exclusivamente por essas plataformas.







