Manter as luzes apagadas durante o banho pode transformar parte da rotina noturna em um momento de relaxamento. A redução dos estímulos visuais e o silêncio favorecem uma pausa sensorial, mas o hábito não substitui outros cuidados quando há insônia ou distúrbios do sono.
A neuropsicóloga Cristiane Belmonte explica que a ausência de luz diminui a quantidade de estímulos visuais recebidos pelo cérebro ao longo do dia. Isso é especialmente relevante à noite, quando telas e lâmpadas podem dificultar a desaceleração do organismo.
“Sem luz, principalmente a luz azul de telas e lâmpadas, o corpo entende que está na hora de desacelerar”, afirma Cristiane. Segundo ela, essa condição estimula a produção de melatonina pela glândula pineal, hormônio relacionado ao sono e ao relaxamento.
O silêncio também pode contribuir para a ativação do sistema nervoso parassimpático, ligado à redução da frequência cardíaca. Na prática, a combinação de pouca luz e menos ruído pode produzir uma sensação de calmaria.
Como incluir o banho na rotina noturna
Para favorecer o relaxamento, a especialista recomenda usar água morna, sem temperaturas muito altas ou baixas. Um banho de 10 a 15 minutos já seria suficiente para produzir esse efeito sem cansar ou ressecar demais a pele.
Depois, a orientação é manter o ambiente com pouca luz e evitar acender todas as lâmpadas. O celular também deve ser deixado de lado. Refeições pesadas ou estimulantes perto do horário de dormir são outro ponto a ser evitado.
Para pessoas com insônia, o banho no escuro pode fazer parte de uma estratégia mais ampla de higiene do sono. Cristiane ressalta que o hábito, sozinho, não resolve casos de insônia crônica nem distúrbios mais estruturados do ritmo circadiano.
Cuidados importantes
O banheiro precisa estar livre de condições que aumentem o risco de acidentes. Degraus, tapetes soltos e superfícies escorregadias podem favorecer quedas quando o ambiente está escuro.
A prática também pode ter efeito contrário em pessoas com ansiedade intensa, fobia do escuro ou histórico de trauma. Nesses casos, a experiência pode provocar desconforto em vez de relaxamento.







