Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Anvisa registra dois genéricos de liraglutida para obesidade e diabetes tipo 2

Medicamentos da EMS ainda não têm preço nem data de lançamento definidos; versões terão aplicação subcutânea.

Anvisa registra dois genéricos de liraglutida para obesidade e diabetes tipo 2

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois registros de medicamentos genéricos à base de liraglutida, princípio ativo usado no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle crônico do peso em casos de obesidade e sobrepeso. Os produtos serão fabricados pela EMS e não terão marca comercial: serão vendidos pelo nome liraglutida.

As versões são soluções injetáveis para aplicação subcutânea, com concentração de 6 mg/ml. Os registros estão relacionados a medicamentos que já fazem parte do portfólio da EMS: o Olire, indicado para obesidade, e o Lirux, destinado a pacientes com diabetes tipo 2. Embora compartilhem o mesmo princípio ativo e a mesma concentração, as indicações e os esquemas de doses podem variar.

Apresentações aprovadas

Um dos registros prevê embalagens com um, três ou cinco carpules, que são cartuchos de 3 ml, acompanhados das respectivas canetas aplicadoras. O outro inclui opções com um, dois, três, cinco ou 10 carpules de 3 ml e canetas aplicadoras.

A endocrinologista Flavia Tessarolo afirma que a liraglutida pertence à mesma classe da semaglutida, mas tem diferenças na frequência de aplicação e no resultado esperado para a perda de peso. “A diferença é que ela precisa ser aplicada todos os dias”, disse.

Segundo a endocrinologista Rita Cesquim, diretora científica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional do Espírito Santo (SBEM-ES), o medicamento pode ser considerado para pacientes que não precisam de uma redução de peso muito acentuada e também na manutenção do peso perdido.

A presidente da SBEM-ES, endocrinologista Maria Amélia Julião, avalia que a aprovação de genéricos pode contribuir para ampliar o acesso ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.

Preço e disponibilidade

O registro concedido pela Anvisa não significa que os produtos já estejam disponíveis nas farmácias. A EMS ainda precisa definir a data de lançamento e os preços de comercialização.

Para obter o registro, o medicamento genérico deve atender às exigências regulatórias da Anvisa relacionadas à qualidade, à segurança e à equivalência. Também deve manter o mesmo princípio ativo, a concentração, a forma farmacêutica, a via de administração e a indicação do medicamento de referência.

A troca de tratamento não deve ser feita por conta própria, mesmo quando os medicamentos têm o mesmo princípio ativo. A indicação, a dose e o esquema de uso precisam ser definidos conforme o quadro e os objetivos de cada paciente.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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