A síndrome nefrótica ocorre quando os rins perdem uma quantidade excessiva de proteínas pela urina. A redução dessas proteínas no sangue pode provocar alterações no organismo, principalmente inchaço ao redor dos olhos, nas pernas, na barriga e em outras partes do corpo.
O cantor Júnior Lima contou que a filha Lara, de 4 anos, recebeu o diagnóstico há cerca de um ano. O principal sinal observado foi o inchaço matinal nos olhos. A identificação da condição ocorreu depois de consultas com vários médicos.
Sinais e diagnóstico
Segundo a nefrologista pediátrica Raniely Bullerjhan Schmidt, o inchaço ao acordar é um dos sinais mais comuns em crianças. A urina também pode ficar mais espumosa por causa da presença elevada de proteínas. O inchaço pode avançar para outras regiões do corpo e, em alguns casos, ser confundido com uma alergia.
O diagnóstico é feito principalmente com exames de urina e de sangue. Os exames de urina identificam e medem a perda de proteína, enquanto os exames de sangue podem mostrar a redução da albumina e outras alterações.
A síndrome pode ser provocada por diferentes doenças. Em crianças, nem sempre é possível identificar uma causa específica. O nefrologista Sergio Gobbi, da Rede Meridional, explica: “O rim começa a perder a capacidade de filtrar o sangue corretamente e, com isso, passa a perder proteína pela urina”.
A condição é considerada rara na população geral, mas tem incidência significativa na infância. A estimativa é de 2 a 7 casos para cada 100 mil crianças por ano, com ocorrência frequente entre crianças de 18 meses e 4 anos de idade.
Tratamento e acompanhamento
O tratamento varia conforme a causa e o tipo da doença. Em crianças, o corticoide costuma ser usado inicialmente, com ajustes da medicação ao longo dos anos. Também podem ser necessários cuidados com a alimentação, especialmente na quantidade de sal.
Dependendo do medicamento utilizado, pode ser necessário evitar o contato com pessoas doentes por causa da redução da imunidade. Luciana de Assis Borba, coordenadora do serviço de nefrologia do Hospital Evangélico de Vila Velha, afirma que o tratamento geralmente é medicamentoso e que o acompanhamento continua por toda a vida, mesmo quando a doença está controlada.
Júnior Lima disse que Lara tem respondido bem aos tratamentos e relatou: “Estamos em um bom caminho. Estamos bem, graças a Deus”.”








