O governo de Luiz Inácio Lula da Silva autorizou mais R$ 6,605 bilhões em crédito extraordinário para subsidiar combustíveis. Com essa liberação, os recursos destinados desde março para reduzir o repasse da alta internacional do petróleo ao mercado interno chegam a R$ 27,449 bilhões.
A maior parte do novo crédito, R$ 5,607 bilhões, será usada no diesel rodoviário. Outros R$ 998 milhões foram reservados à produção e à importação de derivados de petróleo.
Recursos liberados desde março
Antes da medida desta quarta-feira, o governo havia aberto R$ 10 bilhões em março para o diesel e R$ 330 milhões em abril para o gás de cozinha. Em junho, foram autorizados R$ 550 milhões para o diesel.
Também houve liberações de R$ 3,339 bilhões e R$ 3,473 bilhões em julho, além de R$ 3,152 bilhões em agosto, para diferentes subsídios a combustíveis. Com a autorização mais recente, o total de créditos extraordinários alcança R$ 27,449 bilhões.
Os valores são repassados a produtores e importadores por meio de mecanismos de subvenção criados pelo governo. A finalidade é evitar que a elevação dos custos internacionais seja transferida integralmente aos consumidores.
A sequência de medidas ocorre depois que o petróleo Brent voltou a superar US$ 100 por barril, em meio aos conflitos no Oriente Médio. O preço dos combustíveis está entre as principais preocupações econômicas da campanha de Lula, devido ao impacto direto sobre os consumidores e aos efeitos do diesel sobre fretes, alimentos e inflação.







