Contagem, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Finanças da casa

Safra vê Ibovespa a 220 mil pontos, mas cautela fiscal limita apostas

Pesquisa com 188 investidores aponta potencial de alta de 19,6%, mas maioria prefere manter exposição e risco das carteiras.

Safra vê Ibovespa a 220 mil pontos, mas cautela fiscal limita apostas

O Ibovespa pode alcançar 220 mil pontos, segundo projeção do Safra, o que representaria uma valorização potencial de 19,6% em relação aos níveis atuais. Mesmo com a expectativa de entrada de capital estrangeiro e uma avaliação favorável sobre as eleições presidenciais, os investidores ainda demonstram cautela para ampliar a exposição à bolsa brasileira.

A pesquisa de sentimento do banco foi divulgada nesta sexta-feira (25) e ouviu 188 participantes da J. Safra Investment Conference nos dias 22 e 23 deste mês. Entre os entrevistados, 72% projetam o Ibovespa entre 180 mil e 220 mil pontos ao fim de 2027. Outros 18% acreditam que o índice pode superar esse intervalo.

Fluxo estrangeiro e risco das carteiras

A entrada de recursos estrangeiros aparece entre os fatores que sustentam o otimismo. Até o último dia 23, os investidores de fora haviam aplicado R$ 27,2 bilhões no mercado acionário brasileiro no acumulado do ano, de acordo com dados da B3.

Apesar disso, 57% dos participantes pretendem manter a alocação em ações, enquanto 63% planejam preservar o nível atual de risco das carteiras. Para os estrategistas Cauê Pinheiro, Carolina Carneiro, Yves Adam e Luana Nunes, a expectativa de novos recursos externos e a percepção positiva sobre as eleições convivem com a preferência por manter a exposição à bolsa.

A situação fiscal brasileira é apontada como o principal risco para 2027 por 55% dos investidores. A preocupação envolve um possível desequilíbrio prolongado entre as receitas e as despesas do governo, com impacto sobre a dívida pública e os juros. Nesse cenário, a renda fixa pode ganhar atratividade, enquanto o crédito mais caro pode reduzir o interesse por ações.

As eleições são consideradas positivas para a bolsa por 48% dos entrevistados. Para 31%, o efeito deve ser neutro. As tensões geopolíticas aparecem como preocupação para 22%, especialmente por causa das incertezas envolvendo Estados Unidos e Irã.

Setores preferidos

Commodities lideram as preferências no mercado nacional, com 34% das respostas. O setor é associado à busca por empresas de maior capitalização, dolarizadas e pagadoras de dividendos. Serviços financeiros vêm depois, com 32%, em uma indicação de interesse por maior previsibilidade de resultados.

Também aparecem utilidades básicas, com 10%; consumo e varejo, com 9%; e construção e shoppings, com 7%.

No exterior, tecnologia é vista como a principal oportunidade por 36% dos participantes. As gigantes do setor são apontadas como vencedoras na corrida pela inteligência artificial por 45%, seguidas por semicondutores, com 23%; energia, com 18%; e software, com 10%.

Entre as alternativas de investimento, a renda variável internacional reúne 45% das preferências, considerando tecnologia global, com 36%, e bolsa norte-americana, com 9%. A renda fixa local soma 38%, dividida entre títulos indexados à inflação, com 22%; prefixados, com 13%; e crédito privado, com 3%. As ações brasileiras correspondem a 18%.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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