Contagem, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Finanças da casa

Restaurantes árabes ampliam cardápios e produção em Belém

Casas apostam em receitas tradicionais, opções mediterrâneas e alimentos congelados para atender a um público mais amplo na capital paraense.

Restaurantes árabes ampliam cardápios e produção em Belém

Restaurantes de comida árabe relatam aumento no fluxo de clientes e planejam ampliar a produção na capital paraense. As casas combinam receitas tradicionais com pratos mediterrâneos, opções brasileiras e alimentos congelados para atender diferentes perfis de consumidores.

No Umarizal, um restaurante árabe em atividade há 18 anos prepara uma nova fase de expansão. A gerente Giselly Bastos afirma que o empreendimento pretende aumentar a produtividade e ampliar a linha de pão árabe e de comidas congeladas. “Agora em 2026, estamos nos estruturando para aumentar a produtividade e expandir nossa linha de pão árabe e comida árabe congelada”, disse.

A casa foi criada pelo imigrante libanês Najm Fouad Yehia, que morreu em 2025 depois de viver no Brasil por mais de 55 anos. Segundo Giselly, ele trouxe do Líbano receitas autênticas e manteve como referência o sabor tradicional da culinária árabe.

Público de diferentes gerações

O restaurante atende principalmente famílias libanesas, descendentes e pessoas que apreciam a culinária árabe. A gerente afirma que a clientela atravessa gerações: filhos e netos de antigos frequentadores passaram a levar os próprios amigos, ampliando a presença de crianças, adolescentes e jovens.

O cardápio reúne pratos árabes tradicionais, esfihas, quibes e sanduíches árabes. Também há carnes bovinas, frutos do mar, preparações na chapa e yakisoba. A empresa produz o próprio pão árabe e trabalha para expandir a oferta de pratos árabes congelados.

Giselly é nutricionista e tem MBA em Gestão de Unidades de Alimentação. O restaurante fica na Rua Bernal do Couto, na esquina com a avenida Visconde de Souza Franco, no Umarizal.

Tradição com ingredientes amazônicos

Outro restaurante, localizado na avenida Almirante Barroso, no bairro do Marco, completa um ano de funcionamento em setembro. A proprietária Ana Júlia Dahás afirma ter observado crescimento no fluxo de clientes, especialmente entre descendentes de famílias árabes.

A casa trabalha com culinária árabe tradicional e também utiliza ingredientes amazônicos. Um dos exemplos é o mini quibe frito com castanha-do-pará. O cardápio inclui ainda pratos das cozinhas italiana e espanhola, além de opções brasileiras, como filé com risoto.

No menu à la carte, as duas principais linhas são a libanesa, ou árabe, e a mediterrânea. Entre os pratos citados por Ana estão o Filé do Dumont, acompanhado de risoto de cogumelos, e o Camarão à Sevilha. A variedade, segundo ela, ajuda a receber clientes que ainda não estão acostumados com a culinária árabe.

As entradas mais vendidas são o mini quibe frito e a torre de quibe. O primeiro leva castanha-do-pará no recheio, em uma adaptação de ingredientes para manter a proposta da receita. A torre é montada com camadas de quibe cru, coalhada seca, tabule e carne refogada.

Horários e atração no sábado

O restaurante abre de segunda a sexta-feira para o almoço, das 11h às 15h. À noite, funciona de quarta a sábado, das 18h às 23h. Aos sábados, não há atendimento no almoço, mas o jantar conta com espetáculo de dança do ventre.

Ana Júlia também afirma que a casa compra temperos importados para se aproximar do sabor árabe tradicional. O restaurante funciona dentro do Clube Monte Líbano e, além das opções árabes, oferece pratos de inspiração italiana, espanhola e brasileira.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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