Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Frutas em Belém têm preços variados com avanço da oferta sazonal

Levantamento do Dieese-PA mostra quedas em agosto, enquanto feirantes apontam diferenças entre as bancas e os períodos de colheita.

Frutas em Belém têm preços variados com avanço da oferta sazonal

A maior oferta sazonal reduziu o preço de algumas frutas vendidas em Belém. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA) indica que, em agosto de 2026, o abacaxi caiu 5,64% e passou a custar, em média, R$ 9,03 a unidade. A tangerina teve a maior redução entre os produtos citados, de 10,10%, com preço médio de R$ 10,41 o quilo.

Também houve queda no preço da manga rosa, de 6,81%, para R$ 11,49 o quilo. A melancia recuou 1,15% e ficou em R$ 4,30 o quilo. A acerola teve variação menor, de -0,10%, com preço médio de R$ 9,89 o quilo.

O Dieese-PA relaciona as mudanças principalmente ao aumento da oferta em períodos de safra, mas ressalta que os preços também são influenciados por custos de transporte, condições climáticas, origem dos produtos e funcionamento do abastecimento. A entidade afirma que a relação entre safra e preços menores não ocorre de forma automática.

Diferenças entre as bancas

Na Feira da 25, o vendedor Antônio Ferreira citou mamão, banana, melancia, abacaxi, ata e tangerina entre as frutas com maior disponibilidade. Na banca dele, o mamão custa R$ 10 o quilo; a tangerina é vendida por 3 unidades por R$ 10 ou 7 unidades por R$ 20; e a banana varia de R$ 15 a R$ 30 na safra.

A melancia é comercializada por cerca de R$ 4 o quilo. Já a ata custa R$ 25 o quilo. Segundo Antônio, o produto é trazido do Sul. O feirante também afirma que cupuaçu, pupunha, bacuri, mangas regionais e pitaya estão fora da safra.

José Costa, outro comerciante da mesma feira, vende mangas por 3 unidades por R$ 5 ou 7 unidades por R$ 10. O abacaxi também tem bastante oferta em sua banca. A pitaya custa R$ 25 o quilo, ante R$ 35 anteriormente. A goiaba é vendida por R$ 12 o quilo, e a tangerina, por R$ 15 o quilo.

As diferenças entre os relatos dos feirantes e os calendários gerais de produção mostram que a disponibilidade pode variar conforme a região produtora e a variedade comercializada. Costa afirma ainda que o murici e o taperebá são esperados como próximas frutas a chegar.

Períodos de colheita

No Pará, o cupuaçu tem a principal safra entre janeiro e maio. O bacuri costuma ser colhido entre o fim de dezembro e meados de março, com pico em janeiro e fevereiro. O açaí entra no período de safra entre julho e dezembro, quando a oferta aumenta nas feiras e nos mercados do Estado.

A manga regional também tem maior produção entre julho e dezembro. A laranja pera apresenta período mais prolongado, aproximadamente de maio a janeiro, com destaque para Capitão Poço. A goiaba aparece com calendário de produção no primeiro trimestre, entre janeiro e março ou abril, embora José Costa diga que a fruta está na safra em sua banca.

Para as famílias, a oferta disponível e o preço podem mudar conforme a fruta, a origem e a banca. O levantamento do Dieese-PA e os valores observados na Feira da 25 apresentam referências diferentes para alguns produtos.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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