Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Criminosos cobram até R$ 3 mil por semana para liberar internet em Vila Velha

Empresas relatam cortes de cabos, perda de clientes e ameaças para continuar operando em áreas da Grande Vitória.

Criminosos cobram até R$ 3 mil por semana para liberar internet em Vila Velha

Criminosos estão cobrando até R$ 3 mil por semana de empresas de internet e telefonia para permitir o funcionamento dos serviços em áreas da Grande Vitória. No bairro Vila Garrido, em Vila Velha, cabos foram cortados e equipamentos de um provedor foram destruídos durante a madrugada do último sábado (5).

Imagens registraram homens usando uma foice para danificar a estrutura. Funcionários de uma das empresas foram impedidos de fazer os reparos, e o proprietário afirma ter perdido 80 clientes. O empresário, que não teve o nome divulgado por segurança, relatou: “Avisaram que, se a gente não pagar, não poderemos atuar na região”.

A cobrança é tratada pelas empresas como uma espécie de pedágio. A exigência, conforme os relatos, permitiria que apenas os provedores que aceitassem pagar continuassem oferecendo o serviço em determinadas áreas. Moradores confirmaram o problema, mas não deram detalhes por medo de represálias.

Investigação e policiamento

A Polícia Civil informou que o Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) investiga o caso e que não divulgará detalhes para preservar a apuração. A corporação também afirmou que atua em conjunto com a 17ª Companhia Independente da Polícia Militar para coibir a prática na região.

A Polícia Militar comunicou que reforçou o policiamento ostensivo e preventivo. A atuação tem como objetivo garantir a segurança dos funcionários das empresas durante os reparos e prevenir novos danos aos equipamentos.

Empresários disseram que a presença dos policiais permitiu a entrada de equipes em algumas ruas para restaurar os equipamentos. Em outras áreas, porém, o sinal ainda não havia sido restabelecido.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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