Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Pará terá isenção de ICMS para polpas de açaí e cupuaçu

Convênio aprovado pelo Confaz pode estimular o processamento e aumentar a competitividade da indústria paraense.

Pará terá isenção de ICMS para polpas de açaí e cupuaçu

O Pará poderá conceder isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para operações internas e interestaduais com polpa de açaí e cupuaçu. A autorização está prevista no Convênio ICMS nº 110/2026, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

A decisão foi tomada em uma reunião extraordinária do conselho na segunda-feira (21), em Brasília. O convênio foi publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira (22).

Impactos esperados para a indústria

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) avalia que a mudança pode estimular o processamento das frutas dentro do estado, aumentar a agregação de valor aos produtos, atrair investimentos e gerar empregos e renda. A entidade também afirma que a medida reduz uma diferença tributária que afetava a competitividade da indústria paraense.

Com a aprovação, o Pará passa a fazer parte do mesmo mecanismo que já contempla Acre, Amapá, Amazonas e Rondônia. Para a Fiepa, a inclusão promove maior equilíbrio tributário entre os estados da Amazônia.

A federação informou que a reivindicação foi apresentada em conjunto com o Sindicato das Indústrias de Frutas e Derivados do Estado do Pará (Sindfrutas), com foco na competitividade das cadeias produtivas do açaí e do cupuaçu. “A medida representa o atendimento a um importante pleito apresentado pela Fiepa e pelo Sindicato das Indústrias de Frutas e Derivados do Estado do Pará (Sindfrutas)”, afirmou a entidade.

Entre os fatores apontados pela Fiepa como vantagens do Pará estão a disponibilidade de matéria-prima, um parque industrial amplo e estruturado, a posição estratégica, a infraestrutura logística e uma rede consolidada de comércio e serviços. A entidade também cita um ecossistema de inovação e tecnologia em expansão, especialmente nas cadeias produtivas de base florestal.

Na avaliação da federação, a equiparação das condições tributárias pode favorecer o aproveitamento dessas estruturas e ampliar os resultados econômicos das cadeias do açaí e do cupuaçu no estado.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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