O governo vai chamar clubes de futebol e confederações para avaliar o impacto da proibição completa dos sites de apostas sobre o financiamento do setor. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há previsão de socorro imediato às equipes que perderão patrocínios das bets.
A equipe econômica pretende medir quanto os clubes dependem desse tipo de receita e ouvir as demandas das organizações antes de definir os próximos passos. A participação das bets nos orçamentos varia, em média, na casa de um dígito, segundo Durigan.
“Por determinação do presidente Lula, vamos chamar tanto os clubes de futebol quanto as confederações para entender qual é o real impacto”, declarou o ministro em coletiva após a cerimônia de anúncio da proibição dos sites de apostas.
Durigan afirmou que uma eventual resposta dependerá do diagnóstico produzido nas reuniões. “Caso seja necessário, caso essa seja a avaliação do governo, vamos adotar uma medida na sequência. Mas para hoje, não”, disse.
Motivo da proibição
Ao explicar a decisão de endurecer as regras, o ministro afirmou que o governo analisou diferentes cenários, incluindo a possibilidade de impedir apenas o funcionamento dos cassinos online. Também foram considerados os impactos em outros segmentos.
A decisão final foi pela proibição completa dos sites de apostas, diante das consequências sociais avaliadas pelo governo. Para Durigan, era necessária uma medida mais protetiva porque o tema é grave e tem gerado repercussão negativa para a sociedade.







