Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

André Esteves defende revisão de títulos isentos e corte de despesas

Chairman do BTG Pactual criticou o volume de LCIs, LCAs e outros papéis sem IR e pediu medidas nos lados da receita e dos gastos.

André Esteves defende revisão de títulos isentos e corte de despesas

O chairman do BTG Pactual, André Esteves, defendeu a revisão dos benefícios tributários concedidos a títulos de renda fixa isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas. Entre os papéis estão LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures incentivadas.

Em evento promovido pelo instituto Esfera Brasil nesta segunda-feira (14), Esteves afirmou que o volume desses títulos no país chegou a um nível que considera excessivo. O estoque teria ultrapassado R$ 2 trilhões ao final do primeiro semestre de 2026.

Um levantamento da corretora Warren Rena estima que a renúncia fiscal anual relacionada aos papéis seja de R$ 33 bilhões. A competição com os títulos públicos do Tesouro, que têm cobrança de IR, também faria a União oferecer taxas maiores para atrair investidores. Segundo a Warren, esse custo adicional chegou a pelo menos R$ 24 bilhões entre 2024 e o primeiro semestre de 2026.

“O volume de títulos isentos no Brasil é completamente absurdo. Eu sou detentor desses títulos, emito esses títulos, mas está simplesmente errado”, disse Esteves.

Receita e despesas

Na avaliação do executivo, a tributação dos títulos isentos poderia aumentar a eficiência da arrecadação, mas deveria vir acompanhada de uma redução das despesas obrigatórias. Para ele, um ajuste fiscal precisa atuar simultaneamente sobre receitas e gastos, já que o nível das despesas do país é insustentável.

Esteves afirmou que não seria necessário escolher entre um corte amplo ou uma intervenção pontual nas contas públicas. Ele citou a possibilidade de melhorar a eficiência do gasto sem prejudicar setores importantes.

Como exemplo, mencionou regras que estabelecem pisos para saúde e educação e vinculam recursos a determinadas despesas. Em uma prefeitura de uma região que envelhece, disse, pode haver necessidade de construir um hospital, mas a administração pode ser obrigada a comprar um ônibus escolar novo.

Na situação oposta, uma cidade que precisa investir mais em educação pode ter de destinar recursos a outra finalidade. Para Esteves, a questão está em permitir que o dinheiro seja direcionado conforme a necessidade de cada local, sem eliminar os pisos de gastos. Ele classificou essas mudanças como medidas de eficiência, sem caráter ideológico ou partidário.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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